Um grupo de sete cuiabanas com idades entre 60 e 75 anos passou, nas últimas semanas, por diferentes intervenções médicas para tratar problemas cardíacos. Entre elas, estão cinco jornalistas e duas profissionais de outras áreas, todas consideradas ativas e independentes para sua faixa etária.
Quem fez o quê
A autora da iniciativa, Sônia, implantou um marca-passo para corrigir bradicardia — ritmo cardíaco abaixo do normal confirmado em exames. Outras três amigas, Mari, Janda e Mirian, receberam stents, pequenos tubos metálicos usados para desobstruir artérias. Já Rosa, Luciana e Gláucia optaram pela ablação, procedimento que “queima” pontos específicos do coração a fim de eliminar arritmias.
Crescimento da demanda feminina
A cardiologista Nádia Valarini, responsável pelo acompanhamento de Sônia, observa aumento no número de mulheres — profissionais ou donas de casa — que buscam o consultório para avaliações cardíacas. Segundo ela, três fatores principais explicam o cenário:
- maior cuidado preventivo delas em comparação aos homens;
- perda da proteção hormonal após a menopausa;
- estresse associado à dupla ou tripla jornada de trabalho.
Recomendações de prevenção
Para reduzir riscos, Nádia sugere que exames cardiológicos passem a integrar o check-up feminino a partir dos 40 anos. A médica reforça a importância da prática regular de atividade física, medida que ajuda a controlar pressão arterial, peso e níveis de colesterol antes e depois da menopausa.
Impacto emocional
No caso de Sônia, a baixa frequência cardíaca surgiu após um período de luto pela morte do marido, José, com quem foi casada por cinco décadas. A relação entre estresse emocional e alterações no ritmo cardíaco é reconhecida pela literatura médica, que aponta variações de frequência e pressão como respostas do organismo a situações de grande impacto.
Recuperação e rotina
Depois do procedimento, a jornalista já adotou cuidados diários exigidos pelo dispositivo, como portar carteira de identificação de Dispositivo Cardíaco Eletrônico Implantável (DCEI) para evitar a passagem por portais eletrônicos em bancos e aeroportos. “Agora é seguir em frente com o coração batendo forte e aproveitar o que a vida ainda tem para oferecer”, declarou.
Agradecimentos
A paciente registrou reconhecimento ao cardiologista Samir Bissi, responsável pelo implante do marca-passo, à filha Bianca e à amiga Adriana pelo apoio imediato, além de amigos e familiares que enviaram mensagens de incentivo durante a recuperação.
O grupo pretende manter encontros regulares para acompanhar a evolução dos tratamentos e reforçar a importância de assistência médica contínua na terceira idade.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de eh fonte
