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Barroso decide deixar o STF antes da aposentadoria compulsória

O ministro Luís Roberto Barroso comunicou nesta quinta-feira (9) que encerrará sua passagem pelo Supremo Tribunal Federal (STF) antes de atingir a idade limite de 75 anos, prevista para 2033. A saída, segundo ele, é motivada por razões pessoais.

Motivação e comunicado

Barroso informou que pretende realizar um retiro espiritual ainda em novembro para definir detalhes da transição. O magistrado já avisou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, e colegas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a decisão. “É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo”, declarou, destacando efeitos dos compromissos judiciais sobre familiares e pessoas próximas.

Trajetória na Corte

Indicado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, Barroso assumiu a vaga deixada por Carlos Ayres Britto. Ao longo de mais de doze anos, relatou processos de grande repercussão, como:

Foi ainda responsável pela execução das penas impostas aos condenados no escândalo do mensalão.

Atuação na presidência

Durante sua passagem pela presidência do STF, Barroso conduziu o julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Sob sua coordenação, a Corte condenou dezenas de réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.

Formação acadêmica

Nascido em Vassouras (RJ), o ministro graduou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde também é professor titular. Possui mestrado pela Universidade de Yale, doutorado pela Uerj e pós-doutorado pela Universidade de Harvard.

Com o anúncio, inicia-se o processo para definição de um substituto, que dependerá de indicação do Palácio do Planalto e aprovação do Senado Federal.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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