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Câmara de Cuiabá rejeita investigar Chico 2000

Por 15 votos a 7, o plenário da Câmara Municipal de Cuiabá decidiu arquivar dois pedidos de abertura de Comissão Processante (CP) contra o vereador afastado Chico 2000 (sem partido). A sessão ocorreu na manhã desta terça-feira (10) e encerrou a análise de representações que apontavam suspeita de recebimento de propina proveniente de emendas parlamentares direcionadas a corridas de rua.

Como foi a votação

Votaram pelo arquivamento Adevair Cabral (SD), Alex Rodrigues (PV), Baixinha Geraldelli (SD), Daniel Monteiro (Republicanos), Demilson Nogueira (PP), Dídimo Vovô (PSB), Ilde Taques (PSB), Jeferson Siqueira (PSD), Kássio Coelho (Podemos), Marcrean Santos (MDB), Marcus Brito Júnior (PV), Maria Avalone (PSDB), Mario Nadaf (PV), Sargento Joelson (sem partido) e Wilson Kero Kero (PMB).

Defenderam a abertura da CP Dilemário Alencar (UB), Katiuscia Mantelli (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (UB), Rafael Ranalli (PL), Samantha Íris (PL) e Tenente Dias (Cidadania). A vereadora Dra. Mara (sem partido) se absteve, enquanto Cezinha Nascimento (PSB) e Eduardo Magalhães (Republicanos) não compareceram. A presidente da Casa, Paula Calil (PL), não vota conforme o regimento.

Origem das denúncias

Os dois requerimentos de investigação foram apresentados pelo ex-juiz federal Julier Sebastião e pelo procurador da Câmara de Sapezal, Juliano Rafael Teixeira Enamoto. Ambos solicitavam a instalação de Comissão Processante, etapa que poderia levar à cassação do mandato de Chico 2000.

Parlamentares contrários à abertura do processo alegaram ser prematuro instaurar a CP antes de conclusão das investigações externas. Entre eles, Baixinha Geraldelli afirmou em plenário que a Câmara não pode “cometer injustiça” contra o colega afastado, que nega as acusações.

Operação Gorjeta

O vereador foi afastado em 27 de janeiro durante a Operação Gorjeta, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). A ação investiga possível esquema de desvio de recursos públicos que teria como vítimas o município de Cuiabá, a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes.

De acordo com a polícia, há suspeita de que parte do dinheiro desviado tenha sido usada em uma obra de restaurante de propriedade de Chico 2000 em Chapada dos Guimarães. A investigação também atinge o servidor Rubens Vuolo Júnior, lotado no gabinete de Chico; o servidor Joaci Conceição Silva, que atuava no gabinete de Mario Nadaf; o empresário João Nery Chiroli e a esposa, Magali Gauna Felismino Chiroli; além do ex-servidor Alex Jony Silva.

Com o arquivamento das representações, a Câmara encerra, por ora, qualquer procedimento interno contra o vereador. Eventuais desdobramentos passam a depender exclusivamente das apurações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Rdnews

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