O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), intensificou nos bastidores o apoio à pré-candidatura da esposa, a primeira-dama e secretária municipal de Promoção e Assistência Social, Alessandra Ferreira, para uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Alessandra deixou o Partido Liberal após relatar resistência interna e se filiou ao Podemos, legenda que será presidida no Estado pelo deputado Max Russi. A mudança ocorreu, segundo aliados, para garantir espaço na chapa proporcional e melhores condições de disputa nas eleições de 2026.
Espaço competitivo no Podemos
Com a chegada da primeira-dama, o Podemos reforça a lista de nomes considerados competitivos para o pleito. A expectativa da sigla é conquistar entre quatro e cinco cadeiras na próxima legislatura.
Além de Alessandra, figuram entre os pré-candidatos com maiores chances:
- o próprio presidente da Assembleia, Max Russi;
- o deputado estadual Beto Dois a Um;
- o também parlamentar Fabio Tardin;
- o ex-deputado Ulysses Moraes;
- o prefeito de Pontal do Araguaia, Adelcino Lopo;
- a secretária de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop, Scheila Pedroso.
Interlocutores do partido afirmam que a filiação da primeira-dama rondonopolitana foi articulada diretamente por Max Russi, que busca fortalecer a legenda em todas as regiões do Estado. Segundo essas fontes, Alessandra chega com o respaldo da estrutura política comandada pelo marido e pela base social atendida pela secretaria que dirige.
Estratégia municipal
Em Rondonópolis, Cláudio Ferreira tem orientado vereadores aliados a endossar o projeto da esposa. A interlocução inclui encontros com lideranças comunitárias e representantes do setor produtivo, onde o prefeito apresenta o nome de Alessandra como opção para “ampliar a representação da cidade na Assembleia”.
A movimentação ocorre paralelamente à tentativa do Podemos de atrair, pelo menos, um deputado federal mato-grossense para o partido antes do prazo final de filiações. A sigla avalia que uma bancada numerosa na ALMT poderá impulsionar seu desempenho também na Câmara dos Deputados.
Transição tranquila
Embora tenha deixado o PL após o episódio descrito como “boicote”, Alessandra mantém diálogo cordial com dirigentes liberais locais. Pessoas próximas afirmam que não há impedimento para composições futuras entre PL e Podemos no município, cenário que facilitaria palanques conjuntos na campanha estadual.
Em agenda pública recente, o prefeito declarou estar “confiante de que Rondonópolis voltará a ter voz forte no Parlamento estadual”. Nos próximos meses, Alessandra deve intensificar viagens pelo interior para apresentar suas propostas e consolidar o nome na disputa.
Com o período eleitoral se aproximando, a definição das chapas proporcionais deve ocorrer até março, quando Max Russi assume oficialmente o comando do Podemos em Mato Grosso. Até lá, a legenda segue buscando reforços para confirmar a meta de se tornar a maior bancada da Assembleia.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
