A Federação Mato-grossense de Judô (FMJ) comunicou o afastamento preventivo de um professor e atleta de 29 anos após a divulgação de sua prisão pela Polícia Civil, na última quarta-feira (4), sob suspeita de estupro de vulnerável em Primavera do Leste, município a cerca de 240 quilômetros de Cuiabá.
Em nota oficial assinada pelo presidente Fernando Moimaz, a entidade destacou que a suspensão vale até a conclusão das investigações e enfatizou que “não compactua com atos ou crimes que firam a dignidade de qualquer pessoa”.
Posicionamento da Federação
Moimaz ressaltou que o judô, disciplina criada há mais de um século, baseia-se em princípios como respeito, honestidade, honra, autocontrole e amizade. “Reiteramos nosso compromisso com a ética e o respeito. Todas as medidas cabíveis foram adotadas imediatamente, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência do investigado”, diz o texto.
A federação ainda classificou o judô como “uma escola de formação humana”, comprometida com a dignidade de cada praticante. A entidade informou que permanece à disposição das autoridades e da sociedade para quaisquer esclarecimentos necessários.
Investigação policial
A prisão do suspeito foi efetuada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Primavera do Leste. De acordo com a corporação, o inquérito apura o envolvimento do professor em possíveis abusos contra alunos menores de idade. Os detalhes sobre a quantidade de vítimas ou o período em que teriam ocorrido os crimes não foram divulgados para preservar os atingidos.
Conforme a legislação brasileira, estupro de vulnerável é o ato sexual ou libidinoso praticado contra menores de 14 anos ou pessoas incapazes de oferecer consentimento, crime punível com reclusão de 8 a 15 anos.
Medidas adotadas
Com o afastamento, o investigado está impedido de representar a FMJ em competições, cursos ou eventos oficiais. A federação também comunicou a decisão à Confederação Brasileira de Judô para que a suspensão seja reconhecida em âmbito nacional.
Além disso, a direção da entidade informou que oferecerá apoio psicológico e jurídico às possíveis vítimas que mantêm vínculo com a federação ou seus filiados.
A FMJ reforçou que seguirá acompanhando o caso e divulgará novas informações tão logo o processo avance junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário de Mato Grosso.
Não há previsão para o término das investigações. O professor permanecerá afastado até que o inquérito seja concluído e a Justiça decida sobre a procedência ou não das acusações.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
