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Arteterapia surge como ferramenta de resgate para mulheres que enfrentam crises na maturidade

Arteterapia surge como ferramenta de resgate para mulheres que enfrentam crises na maturidade

O desafio da identidade feminina após os 40 anos

A chegada dos 40 anos, fase que deveria ser marcada pela plenitude, tem se tornado um período de profundas crises de identidade e invisibilidade social para muitas mulheres. A análise é da terapeuta e cronista Isolda Risso, criadora do Método AMA (Amor, Maturidade e Autonomia), que aponta como pressões culturais e a carência afetiva impactam a saúde emocional do público feminino contemporâneo.

Segundo a especialista, existe uma desconexão evidente entre o sucesso alcançado no mercado de trabalho e a estabilidade emocional dessas mulheres. Mesmo com carreiras consolidadas e vidas organizadas, muitas ainda se veem presas a padrões patriarcais que condicionam a felicidade feminina à presença de um parceiro.

A dependência emocional como barreira

Para Isolda Risso, o problema central reside em um histórico enraizado de que a mulher só estaria completa se estivesse acompanhada. A terapeuta observa que, ao iniciar um relacionamento, muitas mulheres acabam por anular a própria individualidade em prol de uma idealização afetiva.

“Observo mulheres extremamente bem-sucedidas profissionalmente, com uma vida profissional totalmente organizada, mas dependentes emocionalmente”, afirma. Ela ressalta que o desejo por um relacionamento não é o entrave, mas sim a submissão da própria existência a essa condição, o que, segundo ela, faz com que a busca pela felicidade “desande”.

Arteterapia e o resgate da autonomia

Para combater esse processo de apagamento e auxiliar mulheres que se sentem perdidas, o Método AMA utiliza a arteterapia como pilar central. A técnica busca promover o autoconhecimento, permitindo que a mulher reconecte-se com sua essência e recupere a autonomia sobre sua trajetória de vida.

Além da dependência emocional, a especialista destaca o fenômeno da “invisibilidade social” que atinge mulheres maduras. Isolda Risso relata que vivenciou esse processo pessoalmente ao ultrapassar a barreira dos 50 anos, momento em que a percepção social sobre a mulher sofre alterações significativas, tornando o trabalho de fortalecimento da identidade ainda mais urgente.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Repórter MT

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