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Crítica da The Economist a Lula gera repercussão global e reação do governo brasileiro

Brasil prepara carta após ‘The Economist’ expor Lula, dizer que petista é incoerente e um líder sem apoio popular
Foto: Marcelo Camargo/ABr

O governo Lula foi surpreendido nesta terça-feira (9). A União Europeia externou publicamente que avisou, sim, sobre a possibilidade de veto à importação de carne e soja antes de efetuar o embargo, mas o país e o setor agropecuário não realizaram as adaptações exigidas, mesmo tendo condições para fazê-lo.

A declaração é do porta-voz da UE para comércio, Olof Gill, em entrevista divulgada nesta terça-feira (9). Segundo ele, o Brasil podia evitar o veto à carne, mas não fez.

Embargo e produtos

O veto foi oficializado e entra em vigor em setembro deste ano. A partir dessa data, o Brasil deixará de poder exportar ao bloco europeu bovinos, equinos, aves de capoeira, ovos, produtos de aquicultura, mel e envoltórios.

A medida havia sido anunciada em maio. Segundo a porta-voz da área de saúde da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, o motivo é o uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

“O Brasil não deu garantias sobre a não utilização destes produtos na pecuária”, afirmou Hrncirova, acrescentando que “o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados”.

Caminho para reverter o veto

A porta-voz europeia afirmou que o embargo pode ser revertido. “Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações”, disse Hrncirova, indicando que o bloco tem colaborado com as autoridades brasileiras sobre o tema.

Acordo Mercosul-UE

Olof Gill afirmou acreditar que o atrito pontual não deve afetar o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, aprovado em janeiro de 2026 após 25 anos de negociações.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o diálogo com a UE continuará e que o Brasil provará que está agindo conforme as regras, pois a carne brasileira é ‘inatacável’.

“A questão de aprovação de sanidade dos produtos brasileiros é uma questão que se trata cotidianamente, sempre”, afirmou.

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