Universidades e institutos federais de todo o país começaram, nesta quarta-feira (11), a convocar candidatos inscritos na lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. A relação dos selecionados é divulgada diretamente nos portais de cada instituição, e não em ambiente único do Sisu, exigindo atenção redobrada dos estudantes que ainda disputam uma vaga.
A convocação obedece à ordem de classificação definida pelo Ministério da Educação (MEC). Cada chamada respeita as modalidades de concorrência — ampla concorrência, Lei de Cotas e ações afirmativas próprias — e a quantidade de vagas remanescentes em cada curso. O objetivo é ocupar todos os lugares que ficaram vagos após a primeira chamada, garantindo o preenchimento total das oportunidades oferecidas pelo ensino superior público.
Maior edição desde a criação do programa
O Sisu 2026 bateu recorde histórico de oferta: 274.000 vagas em 7.300 cursos distribuídos por 587 municípios, aumento de 5% em relação a 2025. Desse total, 148.900 vagas (54%) foram reservadas para cotas e outras políticas de inclusão. As universidades federais lideram a distribuição, com 106.300 vagas destinadas a ações afirmativas, seguidas pelos institutos federais, responsáveis por 23.300 oportunidades.
Segundo o MEC, o crescimento de vagas reflete a expansão de cursos, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, e o reforço de políticas de permanência estudantil. Para muitas instituições, a lista de espera é o principal mecanismo de ingresso, já que todas as vagas do ano letivo — para turmas que começam no primeiro e no segundo semestre — foram disputadas em etapa única de inscrição.
Uso da melhor nota do Enem
Pela primeira vez, os candidatos puderam concorrer usando a melhor média obtida nas três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): 2023, 2024 ou 2025. O sistema calculou automaticamente o desempenho mais alto para cada curso escolhido. A regra ampliou a competitividade e beneficiou quem manteve boas notas ao longo dos últimos anos.
Com a adoção dessa flexibilidade, o MEC espera reduzir a ociosidade de vagas e oferecer mais chances aos estudantes que não conseguiram aprovação imediata. Quem permanece na lista de espera deve observar atentamente os prazos de matrícula definidos pela instituição para não perder a vaga conquistada.
Próximos passos para os convocados
Os candidatos chamados precisam apresentar a documentação exigida no edital específico de cada universidade ou instituto federal. Entre os principais documentos, costumam ser solicitados CPF, identidade, certificado de conclusão do ensino médio e, nos casos de cotas, comprovantes adicionais que atestem renda, cor/raça ou deficiência. Os prazos variam conforme o calendário interno de cada instituição.
Quem não for convocado nesta primeira rodada da lista de espera deve continuar acompanhando os portais institucionais. Chamadas sucessivas podem ocorrer até que todas as vagas sejam efetivamente ocupadas. Caso sobre vaga após o término da lista, as universidades podem adotar critérios próprios para preenchimento, sempre de acordo com as normas do MEC.
Para facilitar o acompanhamento, o ministério recomenda que os estudantes criem alertas nos sites das instituições e mantenham atualizado o endereço de e-mail cadastrado no momento da inscrição. O processo segue ao longo de todo o primeiro semestre ou até que não existam mais vagas disponíveis.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT
