O Ministério do Turismo iniciou nesta segunda-feira (9) a Pesquisa Nacional sobre Turismo Acessível para Pessoas Neurodivergentes, levantamento inédito que ficará disponível até 28 de fevereiro. A iniciativa, conduzida em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o projeto Mais Acesso, pretende reunir informações que subsidiarão a criação de um Guia de Boas Práticas destinado a qualificar o atendimento inclusivo em todo o setor.
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o objetivo é “democratizar o turismo, garantindo dignidade, autonomia e segurança a todos os viajantes”. O gestor vê na escuta direta de pessoas neurodivergentes um passo importante para aperfeiçoar políticas públicas e tornar o mercado mais humano e acessível em nível nacional.
O que a pesquisa vai avaliar
O questionário busca entender a experiência de turistas neurodivergentes e de seus familiares em diferentes etapas da viagem, como transporte, hospedagem, alimentação, lazer, eventos e visita a atrativos naturais ou culturais. Entre os pontos analisados estão:
- Demandas sensoriais, comunicacionais e comportamentais;
- Dificuldades enfrentadas durante deslocamentos, reservas e permanência nos destinos;
- Boas práticas já adotadas por empresas e órgãos públicos, como capacitação de equipes, criação de ambientes tranquilos, sinalização acessível e adaptação de atividades.
Por abranger múltiplas frentes, o público-alvo inclui não apenas pessoas neurodivergentes e seus familiares, mas também guias de turismo, agências, receptivos, gestores públicos, empreendedores, pesquisadores e estudantes da área. As respostas coletadas serão analisadas pela UEA e servirão de base para recomendações a hotéis, pousadas, restaurantes, parques e demais prestadores de serviço.
Conteúdo educativo e outras ações
Durante o período da pesquisa, o perfil @mais_acesso no Instagram divulgará conteúdos voltados à conscientização sobre turismo e neurodivergência, reforçando a importância da acessibilidade no setor.
O ministério já desenvolve outras iniciativas para ampliar o alcance de viajantes com deficiência ou necessidades específicas. Entre elas, destaca-se o livro “Turismo com Acessibilidade: perfil do turista com deficiência e diretrizes para promoção da acessibilidade”, também produzido em parceria com a UEA. A publicação reúne dados e orientações para que empresas ofereçam experiências mais inclusivas.
Com a nova pesquisa, a pasta espera mapear lacunas existentes, fortalecer ações de qualificação profissional e incentivar adaptações que permitam a todos desfrutar do turismo brasileiro com segurança e conforto.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério do Turismo
