Cuiabá – A Polícia de Mato Grosso mantém 18 mandados de prisão em aberto contra homens suspeitos ou condenados por feminicídio. As ordens judiciais, que incluem prisões preventivas, temporárias, recapturas e penas já definitivas, abrangem casos registrados entre agosto de 2019 e junho de 2024 em Cuiabá e diversos municípios do estado.
Segundo dados divulgados nesta semana, somente no ano de 2025 mais de 50 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso em razão de gênero, o que reforça a gravidade da situação e a urgência no cumprimento dos mandados.
Mandados pendentes
Veja quem são os procurados:
• Antonio Pereira de Souza – prisão preventiva – procurado desde 30/08/2019
• Rai Santiago do Nascimento (20/09/1991) – condenação definitiva – 03/07/2020
• Rinaldo Martins (05/11/1964) – prisão temporária – 05/08/2020
• Jorge Alves dos Santos (22/06/1993) – preventiva – 01/12/2020
• Helton Jonshon Dutra Lopes (20/07/1989) – condenação definitiva – 25/03/2021
• João Correia Diniz (01/09/1954) – preventiva – 30/09/2021
• João da Cruz Mariano (01/04/1964) – recaptura – 17/11/2021
• José de Jesus Florencio – preventiva – 02/02/2022
• Raffael Campos Martins (06/07/1989) – preventiva – 30/04/2022
• Francisco Sousa (04/08/1958) – condenação definitiva – 23/02/2023
• Robson Paula Franco (13/04/1970) – condenação definitiva – 27/04/2023
• Julio Cesar Gonçalves de Sousa (13/03/1987) – preventiva – 01/06/2023
• Raimundo José Marques (26/08/1975) – preventiva – 23/08/2023
• Aluizio Bruno Barros Filho (13/04/1976) – condenação definitiva – 11/10/2023
• Luzenilson Rodrigues Reis – preventiva – 29/12/2023
• Marco Aurélio França Siqueira – preventiva – 04/01/2024
• Manoel Antônio dos Santos (08/07/1932) – preventiva – 18/01/2024
• Carlos Rangel Ferreira da Costa – preventiva – 07/06/2024
Preocupação com a impunidade
A deputada federal Coronel Fernanda (PL), procuradora da Mulher na Câmara, declarou que a permanência dos foragidos reforça a sensação de impunidade e coloca outras mulheres em risco. Ela ressaltou que muitos feminicídios são precedidos de ameaças e agressões, o que exige integração entre as forças de segurança, o Judiciário e as redes de proteção.
Como medida de enfrentamento, a parlamentar citou o Projeto de Lei 2.525/2024, de sua autoria, que cria um protocolo nacional para padronizar o atendimento às vítimas de crimes sexuais. O texto prevê prazos para exames de corpo de delito, atendimento médico imediato, administração de medicamentos preventivos, preservação de provas e assistência psicológica e social. A proposta deve ser votada ainda este ano na Câmara dos Deputados.
Entre outras ações defendidas pela deputada estão a ampliação do acesso a medidas protetivas, o fortalecimento de abrigos e campanhas de conscientização para estimular denúncias.
Os mandados de prisão foram expedidos em cidades como Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Vila Rica, Porto Alegre do Norte e São Félix do Araguaia, além da capital. A Secretaria de Segurança Pública orienta que qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos seja repassada pelo 190 ou pelo Disque-Denúncia 181, garantindo anonimato ao denunciante.
As autoridades reforçam que o cumprimento dessas ordens judiciais é fundamental para interromper o ciclo de violência e assegurar que os acusados respondam pelos crimes na Justiça.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de ReporterMT
