O desembargador Wesley Sanchez Lacerda, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), recusou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do DJ Patrike Noro de Castro. O músico foi preso na Operação Datar, da Polícia Civil, por suspeita de movimentar R$ 185 milhões provenientes do tráfico de drogas.
A solicitação feita pelo advogado de Patrike buscava estender ao cliente a decisão que, em 29 de janeiro, revogou a prisão do também DJ Diego Lima Datto, detido na mesma investigação. A defesa alegou que ambos estariam em “idêntica situação fática”.
Em despacho datado de 2 de fevereiro, o magistrado rejeitou o argumento. Para Lacerda, Patrike exerce papel de liderança na suposta associação criminosa e apresenta “habitualidade delitiva”, condição que justificaria tratamento cautelar mais rígido. O DJ tem duas condenações definitivas por tráfico, responde a duas ações penais pelo mesmo crime e enfrenta processo por uso de documento falso.
Já Diego possui uma única condenação, o que, segundo o desembargador, demonstra contexto jurídico “substancialmente distinto” e permitiu a concessão de liberdade anteriormente.
Operação Datar
Patrike, Diego e mais cinco investigados foram presos em agosto do ano passado, quando a Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) colocou em prática a Operação Datar. O objetivo principal era, além de retirar entorpecentes de circulação, descapitalizar a organização criminosa que, de acordo com a polícia, lavou R$ 185 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam R$ 60 mil em dinheiro vivo, oito veículos — quatro deles de luxo, entre eles uma Mercedes-Benz e uma Land Rover — e sete armas de fogo.
Antecedentes criminais
O histórico de Patrike e Diego inclui uma prisão anterior, em 2019, por venda de drogas sintéticas durante festas nas quais se apresentavam como DJs. No processo atual, porém, o Tribunal de Justiça entendeu que a reincidência de Patrike, reforçada por novas ações penais em andamento, indica periculosidade concreta e necessidade de manter a custódia preventiva.
Com a decisão da Primeira Câmara Criminal, Patrike Noro de Castro continua encarcerado enquanto avança a investigação sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico. A defesa ainda pode recorrer a instâncias superiores.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Reporter MT
