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Justiça transfere caso de PM morta para vara de feminicídio

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu encaminhar o inquérito referente ao falecimento da policial militar Gisele Alves Santana para a análise da Vara do Júri da Capital. Este setor é especializado no julgamento de crimes intencionais contra a vida, incluindo homicídio, feminicídio e induzimento ao suicídio. Inicialmente, o incidente foi registrado como um possível suicídio.

Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um disparo na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde residia com seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O companheiro estava presente no local, acionou o socorro e comunicou o ocorrido às autoridades como um suicídio. Posteriormente, o registro da ocorrência foi modificado para morte suspeita.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou, em nota atualizada na quarta-feira (11), que a investigação prossegue apurando o caso como morte suspeita. A tipificação do crime pode ser reavaliada a qualquer momento, sem prejudicar o andamento do inquérito. A SSP destacou que a Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda a finalização de laudos complementares para auxiliar nas apurações, que correm sob sigilo e contam com o acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.

Novas Descobertas no Laudo Necroscópico

Um laudo necroscópico mais recente, elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) após a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, revelou a presença de lesões contundentes na face e na região cervical. As marcas são compatíveis com pressão digital e escoriações características de estigma ungueal, indicando ferimentos causados por unhas. Este documento foi datado do último sábado (7), um dia após a realização da exumação.

É relevante notar que o primeiro laudo necroscópico, emitido em 19 de fevereiro – dia seguinte à morte de Gisele –, já mencionava a existência de lesões no rosto e na lateral direita do pescoço.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Agência Brasil

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