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Polícia Federal prende foragido por desvios no INSS

A Polícia Federal (PF) efetuou a prisão de um dos últimos indivíduos que se encontravam foragidos no âmbito da Operação Sem Desconto. A detenção ocorreu na última quarta-feira, dia 11. Esta operação tem como foco principal a investigação de um complexo esquema de desvio de recursos pertencentes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atingindo milhões de beneficiários em todo o país.

O homem capturado, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades policiais, desempenhava uma função crucial dentro da estrutura financeira da organização criminosa. Ele era o responsável pela gestão e movimentação dos valores desviados, atuando essencialmente como o contador do grupo. A quadrilha em questão era liderada por Antonio Carlos Antunes, mais conhecido como ‘Careca do INSS’, que já havia sido detido em setembro do ano passado, marcando um avanço significativo nas investigações.

A Polícia Federal informou, por meio de nota oficial, que a captura do investigado foi o resultado de um meticuloso e prolongado trabalho de inteligência e levantamentos. Essas ações permitiram rastrear e localizar o foragido, culminando em sua prisão. Após a detenção, o indivíduo foi imediatamente encaminhado para uma unidade da Polícia Federal, onde permanece à disposição da Justiça para os trâmites legais subsequentes e para colaborar com as investigações em curso.

Entenda a Operação Sem Desconto

A Operação Sem Desconto foi deflagrada em abril do ano passado, em uma iniciativa conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). O principal objetivo era desmantelar um esquema generalizado de descontos associativos aplicados de maneira indevida e sem autorização nas aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. Essas deduções ilegais causaram prejuízos vultosos a milhares de idosos e pensionistas.

Conforme os cálculos iniciais das autoridades, as entidades sob investigação realizaram descontos que somam aproximadamente R$ 6,3 bilhões. Este montante foi subtraído de aposentados e pensionistas ao longo de um período que se estende de 2019 a 2024, evidenciando a grandiosidade e a extensão da fraude contra o sistema previdenciário brasileiro.

Além das apurações conduzidas pela Polícia Federal e pela CGU, as fraudes e os indivíduos envolvidos neste esquema criminoso também estão sendo alvo de uma investigação aprofundada no Congresso Nacional. Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) específica para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi instalada para analisar e propor medidas contra as irregularidades, buscando responsabilizar os culpados e evitar futuras ocorrências.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo

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