Alta Floresta (MT) – O monitoramento mais recente do programa Alta Floresta Não Atropela apontou 5.870 travessias seguras de primatas pelas pontes de dossel instaladas em trechos urbanos do município. A atualização, divulgada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 26 de setembro, corresponde ao nono relatório oficial desde o início do projeto.
O levantamento reúne dados coletados ao longo de todo o perímetro onde as estruturas foram posicionadas. As pontes foram construídas com o objetivo de reduzir atropelamentos de fauna silvestre, oferecendo uma rota suspensa que liga topos de árvores em lados opostos das vias. Desse modo, animais conseguem se deslocar sem entrar em contato direto com o tráfego.
Segundo a pasta ambiental, o número alcançado demonstra a efetividade da medida e reforça a importância de soluções de infraestrutura voltadas à conservação da biodiversidade em áreas urbanizadas. Técnicos responsáveis pelo acompanhamento registraram cada travessia por meio de câmeras instaladas nos pontos estratégicos das passagens, garantindo precisão no controle estatístico.
Além da contagem de primatas, o relatório destaca que o sistema de monitoramento auxilia na identificação de horários de maior movimentação, informações usadas para orientar novas ações de educação ambiental e para definir eventuais melhorias nas estruturas existentes. A secretaria informou ainda que continuará realizando avaliações periódicas a fim de ampliar a segurança de diferentes espécies que habitam a região.
Embora a meta inicial fosse apenas mitigar acidentes envolvendo animais, o Alta Floresta Não Atropela tornou-se referência para outros municípios amazônicos que buscam proteger a fauna sem comprometer a mobilidade urbana. A administração municipal afirma que o sucesso do programa se deve à integração entre poder público, universidades e entidades de proteção ambiental, responsáveis por fornecer suporte técnico e científico às iniciativas.
Com o avanço das estatísticas positivas, a secretaria estuda a viabilidade de instalar novas passagens áreas em pontos considerados críticos, ampliando a cobertura do projeto dentro e fora do perímetro urbano. A expectativa é de que futuras etapas mantenham o ritmo de expansão, consolidando Alta Floresta como um dos principais exemplos de coexistência sustentável entre desenvolvimento urbano e preservação da vida silvestre.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Prefeitura Municipal de Alta Floresta – MT
