Ícone do site MatoGrossoAoVivo

Agronegócio exporta US$ 13,4 bi em nov/25, alta de 6%

As vendas externas do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 13,4 bilhões em novembro de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O montante é 13% inferior ao registrado em outubro, porém 6% superior ao de novembro de 2024.

Complexo soja sustenta resultado

O destaque do mês foi o complexo soja, responsável por 4,2 milhões de toneladas embarcadas, volume 64% maior que o do mesmo período do ano passado. O preço médio permaneceu praticamente estável, em US$ 435,4 por tonelada.

No segmento de derivados, o farelo de soja avançou 2,5% em volume, para 1,7 milhão de toneladas, mas sofreu recuo de 18% no preço médio, que ficou em US$ 322,1/t. O óleo de soja, por sua vez, teve redução de 47% nos embarques, totalizando 52 mil toneladas, enquanto o preço médio subiu 17%, atingindo US$ 1.133,5/t.

Carnes impulsionam receita

A carne bovina in natura manteve trajetória positiva, com 318,5 mil toneladas exportadas, alta anual de 40%. O preço médio foi de US$ 5.508,8/t, 13% acima do registrado em 2024, gerando receita de US$ 1,75 bilhão.

Já a carne de frango in natura recuou 6,5% em volume, alcançando 377 mil toneladas, com preço estável em US$ 1.934,4/t. A carne suína apresentou retração de 14% nos embarques, para 93 mil toneladas, e queda de 2% no valor médio, que fechou em US$ 2.498,6/t.

Sucroenergético e grãos mostram oscilações

No setor sucroenergético, as exportações de etanol somaram 66 mil m³, decremento de 38% ante novembro de 2024, apesar do aumento de 10% no preço médio, que subiu para US$ 654/m³. O açúcar VHP recuou 4,2% em volume, com 2,9 milhões de toneladas, e caiu 21% em preço, para US$ 372,3/t. O açúcar refinado teve comportamento oposto: aumento de 13% nos embarques, para 377 mil toneladas, mas redução de 22% no preço médio, agora em US$ 414,5/t.

Entre os grãos, o milho embarcado totalizou 5 milhões de toneladas, alta de 6,4% na comparação anual. O preço médio avançou 5,5%, chegando a US$ 215,4/t.

Algodão e celulose crescem; café e suco recuam

O algodão continuou em expansão, com 403 mil toneladas exportadas, incremento de 34% em volume, embora o preço médio tenha caído 12%, para US$ 1.590/t. A celulose também registrou avanço: 1,85 milhão de toneladas, 14% acima do ano anterior, com preço médio de US$ 507,8/t.

Movimento oposto foi observado no café verde, que cedeu 26% em volume, chegando a 212 mil toneladas. Ainda assim, os preços dispararam 47%, alcançando US$ 7.054/t. O suco de laranja caiu 20% em toneladas exportadas e 18% no preço médio, fixado em US$ 3.442/t.

Efeito das tarifas reduzidas nos EUA

O governo dos Estados Unidos isentou, em 13 de novembro, a maior parte dos produtos agrícolas brasileiros de tarifas de importação. Com a medida, os embarques para o mercado norte-americano somaram US$ 643 milhões, avanço de 19% sobre outubro, embora ainda 57% abaixo do volume de novembro de 2024.

Balanço de 11 meses ultrapassa US$ 110 bi

De janeiro a novembro de 2025, as exportações do agronegócio do País superaram US$ 110 bilhões, impulsionadas principalmente por soja, carnes e celulose. Segundo o Itaú BBA, mesmo com a leve queda mensal, o setor mantém trajetória favorável e reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e biocombustíveis.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Portal do Agronegócio

Sair da versão mobile