A aliança União Progressista, que reúne União Brasil (UB) e Progressistas (PP), trabalha para lançar a chapa considerada mais competitiva na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026. A coligação projeta conquistar de três a cinco cadeiras no parlamento estadual.
O grupo tem como principais pré-candidatos os atuais deputados estaduais Dilmar Dal’Bosco, Eduardo Botelho, Júlio Campos e Thiago Silva Rezende. Também integram a lista os suplentes Gilberto Figueiredo e Xuxu Dal Molin, que já disputaram pleitos anteriores e buscam uma vaga efetiva no Legislativo.
Outro nome cotado é o do secretário estadual de Educação, Alan Porto. Ele avalia se permanece no União Brasil, partido do governador Mauro Mendes, ou se migra para o Republicanos, legenda do vice-governador Otaviano Pivetta, que deve assumir o comando do Executivo mato-grossense a partir de abril do próximo ano, quando Mendes deixará o cargo para disputar outra função pública.
Meta de votos elevada
Por se tratar de uma chapa com nomes de forte apelo eleitoral, dirigentes partidários classificam o grupo como “chapa da morte”, expressão usada quando a concorrência interna é alta. Para garantir eleição ou reeleição, cada candidato precisará alcançar, pelo menos, 30 mil votos. O cálculo considera o quociente eleitoral previsto para o pleito, além da perspectiva de desempenho dos demais partidos.
Estratégia conjunta
A montagem da chapa envolve articulações em vários municípios do estado. Dirigentes do União Progressista estão priorizando regiões onde seus pré-candidatos já possuem base consolidada, com o objetivo de evitar sobreposição de votos. A expectativa é maximizar o desempenho coletivo sem comprometer a viabilidade individual de cada postulante.
No interior, aliados intensificam agendas de eventos partidários, visitas a lideranças comunitárias e participação em festividades locais. Até o início do período oficial de campanha, marcado para julho de 2026, os pré-candidatos devem concluir a definição de equipes e estratégias digitais.
Peso político
A presença de parlamentares experientes aumenta a visibilidade da aliança. Botelho, por exemplo, já presidiu a ALMT, enquanto Dilmar atua como líder do governo na Casa. Júlio Campos, ex-governador e ex-senador, traz capital político de décadas. Já Rezende consolidou-se em pautas ligadas ao agronegócio e à infraestrutura.
Os suplentes Figueiredo e Dal Molin pretendem converter a experiência acumulada em mandatos anteriores em votação expressiva, apostando em segmentos específicos do eleitorado, como saúde pública e segurança, respectivamente.
Com o cenário ainda sujeito a ajustes partidários e possíveis mudanças de legenda, a União Progressista segue como uma das forças centrais na corrida pelas cadeiras da Assembleia Legislativa. A confirmação das candidaturas ocorrerá nas convenções partidárias, previstas para o segundo semestre de 2026.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
