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Brasil fecha 2025 com segundo maior juro real

O Brasil encerrará 2025 exibindo a segunda maior taxa de juro real do planeta, de acordo com levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence. O estudo, que avaliou 40 economias, leva em conta a diferença entre a taxa básica projetada para os próximos 12 meses e a inflação esperada para o mesmo período.

Decisão do Copom mantém Selic em 15% ao ano

Na quarta-feira (10), o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por manter a Selic em 15% ao ano. Foi a oitava reunião consecutiva em que o colegiado manteve ou elevou o patamar de juros, sempre por decisão unânime. Nenhum dos diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiou cortes para 2025.

No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed) reduziu em 0,25 ponto percentual o intervalo dos juros norte-americanos, que agora varia de 3,5% a 3,75% ao ano. Mesmo com a mudança nos Estados Unidos, o quadro de distanciamento entre as taxas brasileiras e internacionais segue praticamente inalterado.

Brasil só perde para a Turquia no ranking de juro real

Segundo o estudo, apenas a Turquia apresenta juro real superior ao brasileiro. No extremo oposto da lista estão Dinamarca, Holanda e Canadá, países que registram taxas reais negativas, entre ‑2,29% e ‑1,53%.

A pesquisa demonstra ainda que Áustria, Japão e novamente o Canadá integram o grupo de economias com juro real abaixo de zero, cenário que contrasta com o patamar elevado verificado no Brasil.

Posição também é alta no juro nominal

Considerando apenas a taxa nominal, o Brasil ocupa o quarto lugar, com 15% ao ano. O índice fica atrás dos 39,50% praticados pela Turquia, dos 29% da Argentina e dos 16,50% da Rússia.

Na direção oposta aparecem Suíça, Japão e Cingapura, que exibem algumas das menores taxas nominais do mundo: 0%, 0,50% e 1,15% ao ano, respectivamente.

Metodologia do levantamento

Para chegar ao resultado, a MoneYou e a Lev Intelligence coletaram dados oficiais de cada país e calcularam o juro real projetado ao subtrair a inflação esperada para os próximos 12 meses da taxa básica prevista para o mesmo período. O método é amplamente utilizado por agentes de mercado para comparar o retorno real oferecido por diferentes economias.

Com o desfecho das reuniões mais recentes do Copom e do Fed, analistas avaliam que o Brasil permanecerá, ao longo de 2025, em posição de destaque no ranking de juros, tanto em termos nominais quanto reais, mantendo o país como um dos destinos mais caros para quem toma crédito e, ao mesmo tempo, mais atrativos para investidores de renda fixa.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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