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Toffoli exige dados completos da PF sobre caso Banco Master

Brasília – O ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura supostas irregularidades ligadas ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal encaminhe ao tribunal todo o material apreendido e periciado na investigação, sem qualquer omissão.

A ordem, formalizada em despacho, alcança “a íntegra dos dados de todos os celulares e demais mídias eletrônicas apreendidos, bem como os laudos periciais correspondentes, incluindo registros telefônicos, telemáticos e informáticos”, conforme descrito na decisão.

A medida foi adotada depois que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, um relatório sobre a análise do celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Mensagens encontradas no aparelho mencionam Toffoli, mas o conteúdo desses diálogos permanece sigiloso.

Reação interna no Judiciário

Fontes próximas à investigação avaliam que a iniciativa do relator busca reforçar o controle institucional do STF sobre o material, já que o relatório foi entregue diretamente à Presidência da Corte antes de definição sobre a guarda e o tratamento jurídico dos dados.

Esclarecimentos societários

No mesmo dia, o gabinete de Dias Toffoli divulgou nota oficial esclarecendo a participação do ministro na empresa Maridt e negando qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Daniel Vorcaro.

Segundo o comunicado, Toffoli figura no quadro societário da Maridt, mas não exerce funções de gestão, que ficam a cargo dos irmãos José Carlos e José Eugênio Toffoli. A nota cita o artigo 36 da Lei Complementar nº 35/1979 (Lei Orgânica da Magistratura), que autoriza magistrados a manter cotas ou ações e a receber dividendos, desde que não administrem a empresa.

Relação com o resort Tayayá

A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort de mesmo nome, até 21 de fevereiro de 2025, quando foi concluída sua saída por meio de duas operações:

De acordo com o gabinete, ambas as transações foram comunicadas à Receita Federal e realizadas a preços de mercado, embora os valores não tenham sido divulgados. Interlocutores envolvidos no caso afirmam que Toffoli recebeu dividendos enquanto a Maridt ainda participava do empreendimento, o que a defesa considera compatível com a legislação.

Com a decisão de Toffoli, a Polícia Federal deverá reunir todo o acervo obtido nas buscas relacionadas ao Banco Master e remetê-lo ao Supremo para avaliação do relator. Ainda não há prazo definido para a conclusão da análise nem para eventual publicidade do conteúdo.

A investigação segue sob sigilo.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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