O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou seu afastamento da relatoria do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão foi anunciada após uma reunião entre os membros da Corte, convocada pelo presidente, ministro Edson Fachin, para analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que indicava menções ao ministro em mensagens de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O encontro, que teve duração de aproximadamente três horas, focou na apresentação do relatório da PF, o qual detalha a descoberta de citações a Toffoli no aparelho celular de Vorcaro, apreendido durante uma operação de busca e apreensão. O conteúdo exato dessas menções permanece sob segredo de Justiça.
Apesar de sua defesa ter manifestado inicialmente a intenção de que ele permanecesse no caso, o ministro Toffoli optou por se desligar do processo. Em nota oficial divulgada em 12 de fevereiro de 2026, os ministros do STF expressaram apoio ao colega, declarando não haver indícios de suspeição ou impedimento e ressaltando que Toffoli atendeu a todas as solicitações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
O comunicado da Corte enfatiza que o pedido de saída da relatoria partiu do próprio ministro Toffoli. Conforme o texto, a solicitação levou em consideração a prerrogativa do ministro de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos, conforme o Artigo 21, III, do Regimento Interno do STF, e visou aos altos interesses institucionais. A Presidência do Supremo, após consultar todos os ministros, acolheu a comunicação e providenciará a livre redistribuição do caso.
A posição de Toffoli como relator vinha sendo questionada desde o mês anterior, após reportagens jornalísticas informarem que a Polícia Federal teria identificado irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que anteriormente era de propriedade de familiares do ministro.
Previamente, Dias Toffoli havia emitido um comunicado à imprensa confirmando sua sociedade no resort, mas negou categoricamente ter recebido qualquer tipo de pagamento ou valor de Daniel Vorcaro.
Com o afastamento, caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, realizar a redistribuição do inquérito para um novo relator, que assumirá a condução do processo a partir de agora.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
