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Toffoli se declara suspeito em pedido de CPI do Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou sua suspeição nesta quarta-feira (11) para atuar em um processo que discute um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados. A solicitação, feita pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), busca investigar possíveis irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master.

Em um despacho oficial, o ministro justificou a decisão de forma breve, mencionando: “Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes.” O caso havia sido distribuído a Toffoli poucas horas antes, por meio do sistema de sorteio eletrônico da corte, antes de sua declaração de afastamento.

Este afastamento não é um fato isolado na relação do ministro com temas que envolvem a instituição financeira. A presente declaração de suspeição ocorre aproximadamente um mês após o ministro Toffoli ter se desvinculado da relatoria de outras investigações que já miravam o próprio Banco Master. Naquela conjuntura, a decisão de se afastar veio a público depois que ele reconheceu ser sócio oculto de uma entidade empresarial. Essa empresa, por sua vez, esteve envolvida em negociações com fundos de investimento que possuem ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, especificamente na transação de uma porção do complexo de lazer conhecido como resort Tayayá, localizado no estado do Paraná.

O cenário em torno do envolvimento do ministro Toffoli ganhou maior complexidade com a recente remessa de um relatório produzido pela Polícia Federal (PF) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Este documento oficial da PF faz menção direta ao ministro Toffoli, e suas informações são fundamentadas em dados que foram cuidadosamente extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro. O dispositivo de Vorcaro havia sido apreendido previamente no âmbito de uma operação de força-tarefa conduzida pela própria Polícia Federal, evidenciando uma nova camada de investigações e associações que envolvem o magistrado e o banqueiro.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo

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