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Pai que matou filha de 12 anos em Várzea Grande tinha histórico de violência

Pai que matou filha de 12 anos em Várzea Grande tinha histórico de violência

A morte trágica de uma menina de 12 anos em Várzea Grande, no último domingo (7), chocou a comunidade local. A vítima foi assassinada pelo próprio pai, Claudinei da Silva, em um episódio ainda mais perturbador por ter sido a primeira vez que a criança pernoitava na residência paterna. A reaproximação entre pai e filha era recente e monitorada de perto pela família materna, conforme revelou a advogada criminalista Dayane Rodrigues, que representa a mãe da adolescente.

De acordo com a defensora, o contato entre Claudinei e a filha esteve interrompido por anos. A separação ocorreu após o pai ser preso em 2018 por uma tentativa de homicídio contra a ex-esposa, mãe da menina. Durante esse período, as visitas eram restritas e não incluíam pernoites, uma medida de segurança adotada pela família materna.

Reaproximação sob custódia e o desejo da filha

Após cumprir pena e ser liberado com tornozeleira eletrônica, Claudinei e seus familiares procuraram a mãe da criança para tentar reatar os laços. O pedido foi aceito, em grande parte, devido ao desejo da própria menina de conhecer e conviver com o pai. A advogada Dayane Rodrigues explicou que a criança, muito pequena na época dos fatos, não tinha lembranças dos episódios de violência envolvendo os pais.

“Em 2018, ele tentou contra a vida dela, da mãe. A menina, na época, era muito menor. Então, a partir dessa data de 2018, foi quando ela se separou dele e aí ela nunca mais deixou ele ter contato com a filha. Ele foi preso por esse crime, que ele cometeu contra ela. Ficou preso, saiu de tornozeleira e procurou a mãe, com os seus familiares, para tentar uma reaproximação em relação à criança”, detalhou a advogada.

A aproximação era gradual e sempre acompanhada de perto pela família materna. A menina, que via suas amigas com os pais, expressava o desejo de ter o seu próprio pai presente. “E a menina sempre pediu pra mãe que queria ter o pai, porque ela via as amiguinhas da escola tendo pai, então ela falava ‘mãe, eu quero conhecer meu pai’, porque a criança não lembra de nada da época dos fatos. Então, a mãe permitiu esse contato, era um contato que somente a menina ia ver o pai e voltava pra sua casa, então não era algo, assim, de muita intimidade”, acrescentou Dayane.

O dia do feminicídio e a descoberta do corpo

No fatídico domingo (7), a menina participava de um encontro com familiares paternos e estava ansiosa para conhecer o avô pela primeira vez, em uma festa de aniversário em um clube. A mãe, ao tentar buscar a filha pela manhã, foi informada pela própria menina que ela queria ficar para conhecer o avô. Horas depois, a tragédia se consumaria.

Por volta das 18h, a mãe da adolescente foi até a casa do ex-marido, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, para buscar a filha. Após insistir diversas vezes no portão, Claudinei saiu da residência e mentiu, afirmando que a menina não estava lá e que estaria brincando na casa de uma vizinha. Desconfiada do comportamento estranho e da versão apresentada, a mulher percebeu que algo estava errado.

Pouco depois, Claudinei fugiu correndo do imóvel. Ao entrar na residência, a mãe encontrou a filha no chão de um dos quartos, desacordada e com diversas marcas de agressão pelo corpo. Com a ajuda de uma amiga, a adolescente foi socorrida e levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, onde a equipe médica confirmou o óbito.

Investigação e prisão de Claudinei da Silva

As investigações tiveram início após uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) receber a informação sobre o possível homicídio. A vítima deu entrada na UPA já sem vida e com lesões compatíveis com agressões físicas. Diante da gravidade do caso, os policiais, sob a coordenação do delegado Nilson Farias, iniciaram as diligências.

No local do crime, a DHPP encontrou manchas de sangue no quarto onde a menina foi morta. A área foi isolada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para os exames periciais necessários. Durante os trabalhos investigativos, a polícia foi informada de que Claudinei da Silva havia se apresentado espontaneamente na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande.

Os policiais da DHPP se deslocaram até a unidade policial e conduziram o investigado para a sede da delegacia especializada. Após ser interrogado, Claudinei confessou ter matado a filha e foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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