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Ativista conservador Charlie Kirk é assassinado durante palestra em universidade de Utah

Charlie Kirk, 31 anos, fundador da organização estudantil Turning Point USA (TPUSA), foi morto a tiros na tarde de quarta-feira, 10 de setembro de 2025, enquanto respondia a perguntas em um auditório da Universidade do Vale de Utah, na cidade de Orem. O disparo, que atingiu o pescoço do palestrante, partiu de um prédio localizado a aproximadamente 200 metros do local do evento, segundo a polícia.

Trajetória até a liderança conservadora

Nascido em Illinois e criado na fé evangélica pentecostal, Kirk frequentava a Dream City Church, em Phoenix (Arizona), e via o ativismo político como extensão de sua vocação religiosa. Em 2012, aos 18 anos, lançou a TPUSA durante a campanha de reeleição de Barack Obama. A rede, que começou como clubes estudantis, passou a reunir mais de 850 núcleos em universidades dos Estados Unidos.

Com linguagem direta e uso intenso das redes sociais, o ativista acumulou cerca de 30 milhões de seguidores em diferentes plataformas, bilhões de visualizações e um talk-show diário de três horas transmitido por podcast e rádio. Seu canal de vídeos ultrapassou 2,2 bilhões de acessos, e livros como o best-seller “The Maga Doctrine” (2020) reforçaram seu papel de formulador do trumpismo entre os jovens.

Mobilização eleitoral em 2024

A influência de Kirk ganhou destaque na eleição presidencial de 2024. Ele percorreu o país em caravanas, organizou registros de eleitores e lotou arenas, igrejas e campi universitários. Republicanos atribuem a ele parte decisiva da vitória de Donald Trump naquele pleito, sobretudo pela penetração inédita em eleitorados jovens, negros, hispânicos, asiáticos, LGBT e imigrantes indecisos.

Ambiente de hostilidade crescente

Defensor da liberdade de expressão, da 2ª Emenda e crítico de pautas como aborto, ideologia de gênero e legalização de drogas, Kirk tornou-se alvo frequente de protestos. Nas universidades, enfrentava manifestações e tentativas de cancelamento. Ele também questionava publicamente movimentos como Black Lives Matter, o ativismo LGBT e o que chamava de hegemonia progressista na mídia e na academia.

Detalhes do atentado

De acordo com investigadores, o suspeito do disparo chegou ao campus às 11h52 (14h52 em Brasília), cerca de 30 minutos antes de executar o ataque, registrado por câmeras locais. O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou inicialmente que o atirador havia sido preso, mas horas depois informou que o homem foi liberado após interrogatório, gerando protestos de aliados e familiares da vítima. A TPUSA classificou o crime como atentado político com motivação ideológica.

Reação pública

A morte provocou celebrações de alguns militantes de esquerda nas redes sociais, com vídeos e memes que ironizavam o assassinato. Do lado conservador, milhares de igrejas promoveram vigílias e cultos em memória de Kirk. Parlamentares republicanos denunciaram uma “execução política”. A viúva do ativista, com quem ele tinha dois filhos, pediu respeito e prometeu dar continuidade ao trabalho do marido.

Legado

Para seus apoiadores, Kirk representava a ponte entre cristianismo, juventude e conservadorismo. A TPUSA anunciou a criação de um instituto que levará seu nome, e líderes religiosos repetem uma de suas frases mais citadas: “Se um homem morre por uma ideia, essa ideia torna-se imortal”.

Com informações de Conexão Política

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