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Jayme Campos faz adesivaço e é acusado de campanha precoce

O senador Jayme Campos (União Brasil) iniciou, na tarde de 12 de fevereiro de 2026, uma ação de adesivagem de veículos em diversas ruas de Cuiabá, sob forte sol, apesar de o calendário eleitoral só permitir propaganda a partir de 16 de agosto. A iniciativa, filmada por apoiadores, reacendeu o debate sobre possíveis práticas de campanha antecipada.

Enquanto fixava adesivos com seu nome e o cargo ao qual pretende concorrer, Jayme afirmou a motoristas que o material “valorizaria o veículo”. A anotação pública ocorreu em meio ao trânsito da capital e foi acompanhada por correligionários, que distribuíam brindes e pediam para registrar as placas dos carros adesivados.

Restrição legal

A legislação eleitoral proíbe o pedido explícito de voto antes do período oficial, mas permite a divulgação de atos parlamentares e opiniões pessoais. Mesmo sem usar a expressão “vote em mim”, juristas consultados por adversários do senador avaliam que a ação pode ser enquadrada como propaganda antecipada, pois associa o pré-candidato diretamente ao cargo em disputa e expõe seu número de campanha.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) ainda não se manifestou sobre a atividade. O Ministério Público Eleitoral, porém, já recebeu representação de partidos rivais que pedem multa e retirada imediata dos adesivos.

Rejeição nas pesquisas

Dados do Instituto IPCM, divulgados no início do mês, apontam Jayme Campos como o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso com o maior índice de rejeição. O levantamento foi citado por analistas políticos para explicar a ofensiva do senador em busca de maior exposição junto ao eleitorado.

Ação digital

Além do corpo a corpo nas ruas, circula em grupos de WhatsApp um vídeo gerado por inteligência artificial em que um avatar de Jayme canta um samba-enredo. A montagem apresenta o parlamentar como “porta-voz do povo” e menciona bairros populares de Cuiabá, como o Pedra 90. O material não exibe pedidos diretos de voto, mas repete o slogan que o senador pretende adotar na campanha.

Assessores de Jayme admitem ter encomendado o vídeo, alegando que se trata de “conteúdo lúdico” para redes sociais. Especialistas em direito eleitoral, contudo, alertam que a combinação de representação virtual com distribuição de materiais em via pública pode ser considerada abuso de poder econômico, caso haja comprovação de gastos elevados antes do período permitido.

Próximos passos

Adversários pretendem protocolar novas denúncias caso o senador mantenha as ações de rua. Jayme Campos, por sua vez, afirma que seguirá “dialogando com a população” e minimiza questionamentos sobre eventual punição. “Estou apenas exercendo minha liberdade de expressão”, declarou, sem detalhar o cronograma das próximas atividades.

Até o momento, a Justiça Eleitoral não definiu prazo para análise das representações. Se condenado por propaganda antecipada, o parlamentar pode ser multado em até R$ 25 mil, além de ter o conteúdo retirado de circulação.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Reporter MT

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