Várzea Grande (MT) – O cinegrafista e ex-servidor público André Anderson Santos de Rezende foi preso na manhã desta sexta-feira (13) após a Justiça decretar sua prisão preventiva pelo estupro de uma criança de 10 anos no bairro Paiaguás, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
O crime ocorreu em 4 de fevereiro. Segundo a delegada Paula Gomes Araújo, a investigação foi aberta no dia 6, quando Rezende chegou a ser detido, mas liberado por não haver situação de flagrante. Em 9 de fevereiro, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, deferida pela Justiça na quinta-feira (12).
Acompanhado do advogado, o suspeito apresentou-se nesta sexta à Delegacia de Defesa da Mulher de Várzea Grande, onde foi ouvido e teve o mandado cumprido. Em seguida, foi conduzido ao Fórum da cidade para audiência de custódia.
Abordagem e apreensão do veículo
Policiais militares localizaram um Honda Civic prata já investigado por envolvimento no caso durante patrulhamento no bairro Paiaguás. Quando o motorista estacionava em uma residência, foi abordado e identificado como o cinegrafista. Rezende admitiu saber que era procurado, mas negou as acusações, argumentando que o carro citado na denúncia teria películas escuras nos vidros, o que, segundo ele, faltava no próprio veículo.
Apesar da negativa, a vítima compareceu à delegacia com a mãe e reconheceu o suspeito por fotografias. Diante do reconhecimento formal e de outros indícios colhidos, o automóvel foi apreendido e a ocorrência, registrada.
Consequências administrativas
O governo de Mato Grosso informou que exonerou imediatamente Rezende do cargo em comissão de assessoramento técnico que ocupava após ser notificado sobre a gravidade dos fatos e a ordem de prisão.
Indiciado por estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, André Anderson Santos de Rezende poderá responder a processo que prevê pena de oito a 15 anos de reclusão. O inquérito segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande.
Após a audiência de custódia, caberá ao Poder Judiciário decidir se o investigado permanecerá preso durante as próximas fases da investigação.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Reporter MT
