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190 mil militares receberam Auxílio Emergencial, mas, governo diz que são 70 mil

Last Updated on: 14 de maio de 2020

De acordo com dados do governo, 189.695 militares receberam o auxílio. O valor totalizado é de quase R$ 114 milhões.

General Fernando Azevedo e Silva – ministro da Defesa / Agência Brasil/José Cruz

Cerca de 190 mil militares que ainda estão na ativa receberam, de forma irregular, o auxílio emergencial de R$ 600 . A informação foi noticiada, nesta segunda-feira (11), pelo jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense.

De acordo com dados do governo, 189.695 militares receberam o auxílio. O valor totalizado é de R$ 113.816.990,00.

Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que:

“verifica a possibilidade de recebimento indevido de valores referentes ao auxílio emergencial, concedido pelo Governo Federal no período de enfrentamento à pandemia do coronavírus , por integrantes da folha de pagamentos deste Ministério”.

“Neste sentido, estão sendo adotadas as medidas para apuração do ocorrido, visando identificar se houve valores recebidos indevidamente, de modo a permitir a restituição ao erário e as demais considerações de ordem administrativo-disciplinar, como necessário”, completa a nota.

Aproximadamente 17 milhões de brasileiros aguardam uma resposta, na terça (12), sobre sua solicitação para o recebimento do benefício, apelidado de “coronavoucher”.

Ministério da Cidadania diz que foram 70 mil

Ao contrário do que diz o jornal, dos ministérios da Cidadania e da Defesa afirma que são 70 mil militares que receberam o auxílio emergencial de R$ 600, destinado a trabalhadores informais durante a pandemia do novo coronavírus.

Em nota, as pastas reforçaram que os Comandos das Forças Armadas apuram “possíveis irregularidades” no processo.

“Os Ministérios da Defesa (MD) e da Cidadania (MC) informam que, dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do MD, 4,17% (73.242) receberam o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal. Isso inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados”, diz o texto.

Ainda de acordo com o governo, as Forças Armadas apuram “individualmente cada caso” e “os valores recebidos indevidamente serão restituídos”.

Segundo os critérios para o recebimento do auxílio emergencial, o beneficiário não pode ter emprego formal ativo, o que inclui “todos os agentes públicos, independentemente da relação jurídica, inclusive os ocupantes de cargo ou função temporários ou de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração e os titulares de mandato eletivo”.

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