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Venezuela acusa destróier dos EUA de ocupar barco pesqueiro por oito horas

O governo da Venezuela denunciou, neste sábado (13/9), que um navio de guerra dos Estados Unidos abordou e permaneceu a bordo de um barco de pesca venezuelano por aproximadamente oito horas na costa do país. O incidente, segundo Caracas, ocorreu na sexta-feira (12/9) dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), a cerca de 48 milhas náuticas de um porto venezuelano.

Em comunicado lido pelo ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, o Executivo de Nicolás Maduro afirmou que um destróier norte-americano enviou 18 militares armados para ocupar a embarcação, tripulada por nove pescadores. Durante a ação, os ocupantes teriam sido impedidos de se comunicar, o que o governo classificou como “provocação direta mediante o uso ilegal de meios militares”.

Monitoramento minuto a minuto

Gil relatou que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas acompanharam a operação “minuto a minuto” e exigem que Washington cesse manobras militares na região. Para o chanceler, a operação viola o direito internacional e compromete “recursos militares de altíssimo custo e soldados treinados” em prol de “aventuras bélicas”.

Escalada nas tensões bilaterais

O episódio agrava o clima de hostilidade entre Caracas e Washington. Na própria sexta-feira (12/9), Maduro conclamou a população à ‘luta armada’ e anunciou o deslocamento de tropas para 284 pontos estratégicos do território nacional. A movimentação foi uma resposta à presença de navios norte-americanos no Caribe, oficialmente mobilizados pelos Estados Unidos para combater o tráfico internacional de drogas.

Na semana anterior, forças dos EUA afundaram uma outra embarcação venezuelana durante operação antinarcóticos, deixando 11 mortos. Embora tenha condenado o episódio, o Palácio de Miraflores ainda não retaliou militarmente.

Até o momento, não há reação pública do governo estadunidense sobre a acusação mais recente. A Venezuela sustenta que manterá a vigilância sobre sua ZEE e adotará “todas as medidas necessárias” para proteger suas embarcações civis.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com base nas informações de Metrópoles

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