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Advogado de Filipe Martins chama jornalista de “verme” na web

O advogado Jeffrey Chiquini, que atua na defesa de Filipe Martins, voltou a comentar neste sábado (11) uma discussão iniciada em março nas redes sociais e direcionou ofensas ao jornalista Guilherme Amado. Em resposta a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, feita em 6 de março, Chiquini escreveu: “Você vai ser preso, seu verme!”.

A mensagem original de Greenwald afirmava que a Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendara ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a libertação de Filipe Martins. Segundo o jornalista, a decisão que mantinha o assessor preso se baseava na informação de que ele teria deixado o Brasil rumo a Orlando, nos Estados Unidos, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro — informação que Greenwald classificou como falsa.

No dia seguinte, 7 de março, Guilherme Amado rebateu o comentário de Greenwald. O colunista publicou que, “ao contrário do que os advogados de Filipe Martins informaram à PGR”, registros da US Customs and Border Protection mostrariam a entrada de Martins em Orlando em 30 de dezembro de 2022.

Dois meses depois, ao recuperar a troca de mensagens, Chiquini declarou que Amado “mentiu descaradamente” sobre a suposta viagem. Foi nesse contexto que o advogado lançou a ofensa, mantendo o tom de confronto adotado desde o início do caso. O trecho de seu comentário rapidamente circulou entre usuários da rede social, reacendendo a controvérsia.

Embora o debate tenha ganhado novo fôlego, nem a PGR nem o Supremo Tribunal Federal se manifestaram publicamente sobre as alegações de falsidade envolvendo a possível saída de Filipe Martins do território nacional. Também não houve pronunciamento oficial do jornalista Guilherme Amado após a nova investida de Chiquini.

Filipe Martins permanece no centro de um processo que questiona as circunstâncias de sua prisão e os fundamentos da medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A defesa sustenta que a ordem de detenção partiu de informações incorretas acerca de sua localização à época dos fatos, enquanto documentos citados por Amado apontariam o contrário.

Com a retomada do confronto nas redes, o caso se mantém em evidência e ainda aguarda definição judicial sobre os próximos passos. Até o momento, não há previsão de audiência específica para reavaliar a situação de Martins, nem indicação formal de que o jornalista possa responder a processo criminal, como sugere a acusação feita por Chiquini.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo

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