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Justiça torna piloto réu por morte de adolescente no DF

BRASÍLIA (DF) – A Vara Criminal do Distrito Federal acolheu a denúncia do Ministério Público e transformou o piloto de automobilismo Pedro Turra, 19 anos, em réu por homicídio doloso pela morte do estudante Rodrigo Castanheira, 16. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (13/2/2026) pelo juiz André Silva Ribeiro, que também manteve a prisão preventiva do acusado.

Turra está detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde janeiro, quando foi preso logo após a agressão. O magistrado justificou a permanência do piloto na cadeia destacando “a gravidade concreta dos fatos, a reiteração de condutas violentas e o risco de interferência na colheita de provas”.

Discussão terminou em soco fatal

De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, a briga ocorreu em 10 de janeiro, em um estacionamento na região central de Brasília. Testemunhas relataram que o desentendimento começou depois que um chiclete foi arremessado em um amigo da vítima. Durante a discussão, Turra acertou um soco no rosto de Rodrigo, que caiu e bateu a cabeça no chão.

O adolescente foi levado em estado grave ao Hospital de Base e permaneceu duas semanas internado na UTI. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de 7 de fevereiro. O laudo do Instituto Médico-Legal confirmou traumatismo craniano como causa da morte.

Premeditação apontada pela polícia

Inicialmente tratada como briga fortuita, a ocorrência passou a ser investigada como rixa premeditada após a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos. Segundo os investigadores, amigos do piloto teriam participado do planejamento da agressão, o que reforçou a tese de dolo eventual apresentada pelo Ministério Público na denúncia.

Na decisão que recebeu a acusação, o juiz André Silva Ribeiro afirmou que a peça do MP descreve “com clareza e precisão” a conduta atribuída ao réu, preenchendo os requisitos previstos no Código de Processo Penal. Com o recebimento, o processo avança para a fase de instrução, quando testemunhas serão ouvidas e novas provas poderão ser anexadas aos autos.

Defesa não se manifestou

A reportagem contatou os advogados de Pedro Turra para comentar a decisão, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno. A estratégia da defesa vinha sustentando que não houve intenção de matar e pleiteava a revogação da prisão preventiva.

Se condenado por homicídio doloso, o piloto poderá pegar pena de 6 a 20 anos de reclusão, conforme prevê o artigo 121 do Código Penal. O Ministério Público não descarta solicitar a qualificação por motivo fútil, o que elevaria a pena mínima para 12 anos.

O caso segue sob sigilo parcial e ainda não há data definida para a primeira audiência de instrução e julgamento.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Repórter MT

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