A proximidade do Carnaval aumenta a preocupação com furtos de celulares em blocos de rua e bailes. Para reduzir riscos e prejuízos, a Polícia Civil de Mato Grosso reuniu recomendações de segurança, destacando que os criminosos valorizam mais os dados armazenados nos aparelhos do que o próprio bem físico.
Foco dos criminosos mudou
De acordo com o delegado Gustavo Godoy, da Delegacia de Estelionato de Cuiabá, golpistas buscam informações bancárias, fotos, contatos e senhas salvos nos smartphones. “Toda a nossa vida está no celular. Por isso, ele se tornou alvo preferencial”, explicou.
Godoy reforça que a folia cria cenário propício para a ação dos ladrões: multidão, consumo de álcool e distração favorecem a subtração rápida do aparelho, muitas vezes logo após a vítima utilizá-lo para tirar fotos ou fazer ligações.
Dicas de prevenção
• Levar aparelho reserva: se possível, utilizar um celular simples, sem aplicativos bancários instalados.
• Desinstalar apps financeiros: quem não puder usar aparelho alternativo deve remover aplicativos de banco ou manter apenas uma conta com saldo reduzido e sem limite para empréstimos.
• Ativar modos de segurança: utilizar funções como “Modo Rua” ou “Modo Cofre”, que restringem operações fora de locais considerados seguros.
• Retirar e-mail de recuperação: não deixar contas de e-mail de redefinição de senha salvas no dispositivo.
• Reduzir limites do Pix: ajustar valores diurnos e noturnos para pagamentos, transferências e TEDs.
• Usar biometria: preferir digitais ou reconhecimento facial para desbloqueio. Em caso de senha por desenho, optar por padrões menos previsíveis.
Procedimentos após o furto
1. Contatar o banco imediatamente: usar um caixa eletrônico ou o celular de terceiros para bloquear a conta e cartões vinculados.
2. Acionar o aplicativo Celular Seguro: serviço do Governo Federal que bloqueia funcionalidades do aparelho e aplicativos.
3. Rastrear ou apagar dados: utilizar programas de localização remota. Se não for possível recuperar, apagar todo o conteúdo para impedir acesso às informações.
4. Bloquear o chip: solicitar à operadora o bloqueio do número para impedir recebimento de SMS de redefinição de senha.
5. Registrar boletim de ocorrência: comparecer à delegacia mais próxima ou usar a Delegacia Digital no site da Polícia Civil para formalizar o crime e possibilitar investigações.
“Quando a vítima age rápido, o aparelho vira praticamente um peso morto para o criminoso”, observou o delegado. O registro do boletim é considerado fundamental para tentar recuperar o celular e responsabilizar o autor.
As orientações, segundo a Polícia Civil, visam a minimizar perdas financeiras e proteger dados pessoais durante o período de festas, quando o número de ocorrências costuma aumentar.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Polícia Civil MT
