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“Campanha” de Bolsonaro sobre o uso da cloroquina para o tratamento da Covid-19 pode chegar ao fim

Bruno Felipe / Da Reportagem

Após contrair a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro iniciou uma espécie de “campanha” na internet promovendo o uso da Cloroquina para tratar a doença, no primeiro vídeo que divulgou na internet após confirmar que contraiu o vírus, Bolsonaro chegou a dizer que tomou cloroquina e estava se sentindo muito bem.

Contudo, parece que essa “campanha” poderá chegar ao fim já que o subprocurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) obrigue o presidente a parar de “propagandear o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no trato da Covid-19”. Na ação, ele também pede que Bolsonaro repare os cofres do Estado “caso as despesas com o seu tratamento contra o novo coronavírus esteja sendo custeadas com recursos públicos”.

O documento aponta que não há comprovação científica de que a droga seja de fato eficaz no tratamento à doença que já matou mais de 72 mil brasileiros. “A crua verdade é que a massa de brasileiros, em grande parte ignara e sem instrução, não tem meios nem condições de decidir pelos adequados caminhos a trilhar nesta horrível crise pandêmica”, afirma o documento assinado por Rocha Furtado. “Essa importante e crucial tarefa cabe às autoridades científicas e à OMS [Organização Mundial da Saúde], bem como aos políticos e aos gestores públicos que se alinhem às diretrizes por elas estabelecidas. Dessarte, é de se deduzir que somente políticos e gestores públicos mal-intencionados ou irresponsáveis agem de forma a contrariar o norte apontado pela comunidade científica e pela OMS nesta pandemia”, segue o texto do documento. (Com informações FOLHA PRESS)

 

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