Presidente afirmou ter pedido para o Serviço Secreto revisar ‘todas as medidas de segurança’ da Convenção Nacional Republicana, marcada para começar nesta segunda.
Em um pronunciamento diretamente da Casa Branca neste domingo, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou a criação de uma força-tarefa independente para investigar a tentativa de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump durante um comício na Pensilvânia no Sábado.
O democrata afirmou ter pedido ao Serviço Secreto americano para revisar “todas as medidas de segurança” da Convenção Nacional Republicana, que começará nesta Segunda-feira e durará até Quinta-feira.
— Eu me dirigi ao chefe do Serviço Secreto para revisar todas as medidas de segurança para a Convenção Nacional Republicana, marcada para começar amanhã — disse Biden, reforçando a parte “todas as medidas de segurança” duas vezes. — Eu pedi uma unidade independente de segurança nacional para [investigar] o comício de ontem, para descobrir exatamente o que aconteceu. E nós vamos compartilhar os resultados dessa unidade independente com o povo americano.
Biden também disse que “não há lugar nos EUA para este tipo de violência” e pediu para que a população não crie especulações sobre as motivações do atirador e “deixem o FBI fazer o seu trabalho”.
— Como eu disse ontem à noite, não há lugar nos Estados Unidos para este tipo de violência, e nenhum tipo de violência. A tentativa de assassinato [de Trump] é contra tudo o que nós apoiamos enquanto nação — disse. — O FBI está liderando essa investigação, que ainda está nos seus estágios iniciais. Nós ainda não temos nenhuma informação sobre a motivação do atirador. Nós sabemos quem ele é. A todos, por favor, não façam especulações sobre as suas motivações, deixem o FBI fazer o seu trabalho.
O presidente ainda prestou novamente sua solidariedade ao ex-presidente Donald Trump e às demais vítimas:
— Jill [primeira-dama] e eu estamos mantendo ele [Trump nas nossas orações]. Nós também estendemos nossas profundas condolências à família da vítima que foi morta. Ele era um pai, ele estava protegendo a sua família das balas de fogo. Nós também rezamos pela completa recuperação daqueles que ficaram feridos — disse.
Biden confirmou ter falado com Trump ainda na noite de sábado, classificando a conversa como “breve mas boa”.
Em uma declaração logo após o ocorrido, Biden — que no momento do atentado estava em Rehoboth Beach, Delaware — já havia sinalizado que planejava conversar com o adversário. Na ocasião, ele condenou a violência política e pediu união nacional, discurso reforçado no pronunciamento deste Domingo.
O presidente americano retornou para Washington ainda no sábado e passou a manhã de Domingo acompanhando as atualizações sobre a investigação na Sala de Crise da Casa Branca.
Mudanças nas agendas
Segundo uma fonte ouvida pelo New York Times, a campanha democrata decidiu adiar para semana que vem uma viagem do presidente para Austin, no Texas, prevista para esta segunda.
A vice-presidente Kamala Harris também postergou uma viagem para Palm Beach, na Flórida, marcada para terça-feira, para poder acompanhar o caso, informou uma fonte da campanha democrata. Logo após o atentado, Harris agradeceu às autoridades que prestaram ajuda e disse estar aliviada por Trump não ter ficado gravemente ferido.
“Doug [marido de Kamala] e eu estamos aliviados por ele [Trump] não ter sido gravemente ferido. Estamos rezando por ele, por sua família e por todos aqueles que foram feridos e afetados por esse tiroteio sem sentido. Somos gratos ao Serviço Secreto dos Estados Unidos, aos socorristas e às autoridades locais por sua ação imediata”, escreveu em comunicado.
O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, também cancelou uma série de viagens programadas para esta semana e continuará na capital para acompanhar de perto as investigações, informou a diretora de relações públicas do Departamento de Justiça, Xochitl Hinojosa.
O GLOBO
