Poxoréu (MT) – Crianças, adolescentes e jovens de bairros periféricos do município passaram os últimos dez meses praticando capoeira como instrumento de educação, cultura e fortalecimento comunitário. A iniciativa faz parte do projeto Ginga que Transforma, apoiado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) por meio do edital Viver Cultura Identidades, com recursos da Lei Paulo Gustavo 2023.
As aulas ocorreram prioritariamente na Praça Pública do Jardim Brilhante e atenderam moradores dos bairros Jardim Brilhante, Vila Irantinópolis I e II, Lagoa I e II, Jardim Popular e Maria Sabina. A partir de maio de 2025, o trabalho foi expandido para o bairro Santa Maria, ampliando o acesso às atividades em regiões historicamente menos assistidas.
Atendimento semanal e resultados
Durante todo o período de execução, de fevereiro a dezembro de 2025, foram realizadas ações semanais contínuas com média de 35 participantes, número previsto no plano original. A capoeira foi utilizada como ferramenta para desenvolver disciplina, autoestima, senso de pertencimento cultural, cidadania e vínculos comunitários entre os alunos.
O cronograma incluiu ainda contrapartidas sociais em escolas públicas e projetos comunitários, levando a manifestação cultural a outros espaços educativos do município. Em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o Ginga que Transforma promoveu exibição de documentários e uma roda de conversa contra o racismo, aberta a pais, estudantes e moradores, reforçando o debate sobre igualdade racial.
Encerramento e continuidade
O ciclo financiado foi oficialmente encerrado em 2 de dezembro de 2025, com uma roda de capoeira seguida de confraternização que reuniu participantes, familiares e equipe técnica. Na ocasião, foram celebrados os resultados do projeto e o impacto positivo percebido nas comunidades atendidas.
Responsável pela proposta, o instrutor de capoeira Gilson Ferreira Leite destacou a força transformadora da iniciativa. “Ver crianças, adolescentes e suas famílias envolvidas e fortalecidas pela capoeira mostra que estamos no caminho certo. A capoeira vai além do movimento: ela educa, acolhe e transforma realidades”, afirmou.
Equipe multidisciplinar
Para garantir a execução das atividades, o projeto contou com equipe formada por assistente administrativa, assessor de gestão em projetos culturais, auxiliar de atividades e gestor de mídias, responsáveis pelos aspectos pedagógicos, administrativos e comunicacionais.
Mesmo após o fim do financiamento público, o Ginga que Transforma permanecerá em 2026 com recursos próprios do proponente e apoio das famílias, reafirmando o compromisso com a continuidade da prática da capoeira como ferramenta de inclusão social em Poxoréu.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
