A Justiça do estado de Mato Grosso deu um passo significativo no caso do assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá. A denúncia formal contra nove indivíduos investigados pela morte do jurista foi acatada, transformando-os em réus no processo. Além disso, a decisão judicial determinou a prisão preventiva de uma das acusadas, apontada como mandante do crime.
A magistrada Mônica Catarina Perri Siqueira, titular da 12ª Vara Criminal da Capital, foi a responsável por assinar o despacho que formaliza as acusações. Com o acatamento da denúncia, os nove envolvidos agora respondem oficialmente por crimes graves, incluindo homicídio qualificado e participação em organização criminosa, conforme a gravidade das acusações apresentadas pelo Ministério Público.
Prisão Preventiva Decretada para Mandante do Assassinato Roberto Zampieri
No mesmo ato judicial, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira ordenou a prisão preventiva de Elenice Ballarotti Laurindo. A decisão da magistrada fundamenta-se em fortes indícios de que Elenice teve um papel central na trama, sendo responsável pela contratação e pelo pagamento dos executores do advogado. A medida de prisão foi considerada essencial para garantir a ordem pública e evitar qualquer tipo de interferência no andamento da instrução processual, assegurando a lisura da investigação e do futuro julgamento.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso revelaram que o assassinato de Roberto Zampieri não foi um ato isolado, mas sim o resultado da ação de um grupo criminoso organizado. Este grupo, segundo os levantamentos policiais, atuava com uma clara divisão de tarefas, especializando-se na execução de crimes sob encomenda, o que denota um alto grau de planejamento e profissionalismo na prática delituosa.
Envolvidos no Esquema e Medidas Cautelares
Entre os indivíduos formalmente denunciados, destacam-se Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, ambos apontados pelas autoridades como os mandantes intelectuais por trás do assassinato. A lista de acusados também inclui outras pessoas que teriam desempenhado funções cruciais na intermediação, na execução direta do crime e no apoio logístico necessário para a concretização do plano criminoso.
Apesar do acatamento da denúncia para todos os nove investigados, os pedidos de prisão preventiva para Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater foram negados pela Justiça. Contudo, esses três acusados não foram liberados sem restrições. Eles continuarão a cumprir rigorosas medidas cautelares, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, a restrição de contato com outros envolvidos ou testemunhas e a limitação de seus deslocamentos, visando monitorar suas atividades e garantir que não haja riscos à investigação.
Próximos Passos do Processo Judicial
Com a denúncia aceita, a Justiça agora procederá à citação de todos os réus, que serão formalmente intimados a apresentar suas respectivas defesas. Este é um passo fundamental no processo penal, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa. Adicionalmente, a juíza autorizou o levantamento do sigilo do processo, o que permitirá maior transparência e acesso às informações para as partes envolvidas e, eventualmente, para a sociedade, conforme as fases do processo avançam.
A denúncia que levou a essas decisões foi elaborada e assinada por uma equipe de promotores de Justiça, composta por Samuel Frungilo, Elide Manzini de Campos, Vinicius Gahyva Martins e Rodrigo Ribeiro Domingues. A atuação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil tem sido crucial para o avanço das investigações e para a responsabilização dos envolvidos no trágico assassinato de Roberto Zampieri.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
