Ícone do site MatoGrossoAoVivo

Haddad deixará ministério para coordenar reeleição de Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se dedicar à organização da campanha de reeleição em 2026. A informação foi dada em entrevista recente, na qual o titular da economia disse que pretende concentrar-se na elaboração do programa e na estratégia eleitoral, embora não tenha intenção de disputar nenhum cargo.

Segundo Haddad, a data exata da saída ainda será definida em conjunto com o presidente, mas a decisão já foi comunicada à equipe econômica. O ministro ressaltou que permanecerá no posto até que haja uma transição “tranquila” e que seu sucessor possa manter a linha de atuação estabelecida pela gestão.

Repercussão nas redes

Logo após a divulgação da entrevista, o tema dominou as plataformas digitais. Usuários críticos ao governo comemoraram a possível mudança na equipe econômica, com publicações descrevendo a notícia como “a primeira coisa boa” da administração federal. Parte desses comentários faz referência às medidas fiscais adotadas nos últimos meses, classificadas por opositores como excessivamente voltadas ao aumento de impostos.

Por outro lado, apoiadores de Lula defenderam o trabalho de Haddad à frente da Fazenda, destacando o controle das contas públicas e a experiência acadêmica do ministro. Para esse grupo, a saída pode representar perda de capital técnico no momento em que o governo busca avançar em pautas econômicas no Congresso, como a regulamentação da reforma tributária.

Impacto político

No Congresso Nacional, parlamentares de oposição utilizaram as redes sociais para pressionar o Palácio do Planalto a anunciar rapidamente um substituto. Já integrantes da base governista minimizaram o efeito imediato da decisão, afirmando que o nome escolhido deverá manter a diretriz econômica atual.

Haddad, que foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016 e candidato à Presidência em 2018, reforçou durante a entrevista que não cogita concorrer a nenhum cargo em 2026. Ele justificou a mudança como uma “contribuição estratégica” ao projeto de reeleição, indicando que pretende ajudar a sintetizar resultados do governo em propostas para o próximo mandato.

Até o momento, o presidente Lula não se pronunciou publicamente sobre quem assumirá a Fazenda nem sobre o cronograma para a substituição. Integrantes do primeiro escalão, no entanto, afirmam reservadamente que o Planalto trabalha com mais de um nome para evitar especulações no mercado financeiro.

Com a confirmação da decisão, os próximos passos envolvem a construção de um cronograma de entrega de relatórios, definição de metas fiscais e preparação da equipe que permanecerá responsável pela pasta durante o período eleitoral.

Haddad concluiu dizendo que pretende manter interlocução com o futuro ministro para “garantir estabilidade” na transição e assegurar que as metas econômicas traçadas para 2025 não sejam afetadas pela mudança de comando.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder

Sair da versão mobile