Pelo menos 15 pessoas morreram em um tiroteio ocorrido em Bondi, subúrbio litorâneo de Sydney, durante um evento da comunidade judaica. Entre as vítimas estão uma criança de 10 anos e um rabino que sobreviveu ao Holocausto. De acordo com testemunhas, o religioso perdeu a vida ao se colocar à frente da esposa para protegê-la.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o episódio como um “ato de antissemitismo perverso”. A declaração foi feita poucas horas após a confirmação do número de mortos e da identificação preliminar das vítimas.
Além dos integrantes da comunidade judaica local, o ataque também vitimou cidadãos estrangeiros, entre eles um francês cujo nome ainda não foi divulgado. Informações sobre o estado de saúde de outros feridos não foram detalhadas até o momento.
Segundo relatos iniciais, o ataque aconteceu quando participantes do evento se reuniam em um centro comunitário próximo à praia de Bondi. O atirador, cuja identidade não foi confirmada oficialmente, abriu fogo contra o grupo e fugiu em seguida. As circunstâncias da captura — ou se ele foi neutralizado — não foram informadas pelas autoridades.
Equipes de resgate e policiais chegaram rapidamente ao local, que foi isolado para a coleta de provas. Testemunhas foram encaminhadas para prestar depoimento, e as investigações sobre motivação, planejamento e possível participação de cúmplices seguem em andamento.
Organizações judaicas na Austrália divulgaram notas de pesar e pediram reforço na segurança de sinagogas e centros culturais. Líderes políticos de diferentes correntes também condenaram o ataque e expressaram solidariedade às famílias das vítimas.
Este é um dos episódios mais graves de violência armada registrados recentemente no país e reacende o debate sobre crimes de ódio e a proteção de minorias religiosas. Até o fechamento desta edição, não havia previsão para divulgação de um novo boletim oficial.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
