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Morre Robert Duvall, astro de ‘O Poderoso Chefão’, aos 95

O ator norte-americano Robert Duvall morreu aos 95 anos no domingo (15), informou sua esposa, a também atriz Luciana Duvall, nesta segunda-feira (16). Segundo o comunicado publicado por ela nas redes sociais, o artista faleceu em casa “de forma tranquila, cercado de amor”. A causa da morte não foi divulgada.

Vencedor do Oscar de melhor ator por “A força do carinho” (1983), Duvall construiu uma carreira de mais de sete décadas no teatro, na televisão e principalmente no cinema. Ao longo desse período, recebeu sete indicações à estatueta da Academia, consolidando-se como um dos intérpretes mais respeitados de Hollywood.

Da estreia aos papéis icônicos

Duvall começou a atuar em peças na década de 1950 e chegou às telonas na virada dos anos 1970, destacando-se em “M*A*S*H” (1970) e “THX 1138” (1971), primeiro longa dirigido por George Lucas. O reconhecimento mundial veio logo depois, quando viveu o conselheiro Tom Hagen em “O poderoso chefão” (1972), papel que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar.

Ele repetiu o personagem em “O poderoso chefão – Parte II” (1974). Já a ausência na conclusão da trilogia, lançada em 1990, ocorreu após divergências salariais. Em entrevista ao programa “60 Minutes” em 2004, o ator explicou que aceitava ganhar metade do que seria pago a Al Pacino, mas não “três ou quatro vezes menos”.

Entre outros filmes marcantes, Duvall atuou em “A conversação” (1974), “Rede de intrigas” (1976), “Apocalipse Now” (1979) e “Um homem fora de série” (1984). Sua última indicação ao Oscar veio por “O juiz” (2015), drama de tribunal no qual contracenou com Robert Downey Jr. e Billy Bob Thornton.

Homenagens e legado

Na publicação que anunciou a morte, Luciana Duvall descreveu o marido como “ator, diretor e contador de histórias” que se dedicava totalmente a cada personagem. “Ele amava profundamente o que fazia e também as pessoas ao redor”, escreveu.

Amigos e colegas também prestaram tributos. O ator Billy Bob Thornton, que trabalhou com Duvall em “O juiz”, já havia declarado em 2018 que o considerava um mentor. “Ele me ensinou que não existe exagero quando a atuação é verdadeira”, afirmou na época.

Com uma filmografia que atravessa gerações e estilos, Robert Duvall deixa um legado que vai de obras-primas do cinema autoral a grandes produções de estúdio. Apesar de reservado sobre a vida pessoal, manteve até o fim uma rotina dedicada à arte de interpretar, consolidando-se como referência para atores de todo o mundo.

A família não informou detalhes sobre velório ou cerimônia de despedida.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Reporter MT

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