Lucieni Naves Correia, de 51 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, 61, na manhã desta segunda-feira (16) dentro de sua residência, na Rua 14 do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 7h15.
Documentos judiciais apontam que a professora havia solicitado uma medida protetiva no fim de 2025, relatando perseguição e violência psicológica. O agressor também respondia por injúria e ameaça contra uma das duas filhas do casal.
Fuga e morte do suspeito
Após atirar contra a ex-esposa, Paulo fugiu em direção ao bairro Liberdade com a intenção de localizar a própria filha. Durante a tentativa de fuga, ele foi abordado por um policial militar que estava de folga e trajava roupas civis. O agente disparou para impedir a continuidade dos ataques; o suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Histórico de relacionamento
Paulo e Lucieni viveram juntos por mais de 20 anos e estavam em processo de separação desde 2019. A vítima trabalhava desde 2009 na rede municipal de ensino de Cuiabá, atualmente na Escola Municipal Constança de Bem Bem, no Jardim Fortaleza, desempenhando a função de Cuidadora de Aluno com Deficiência (CAD).
Reações
A sobrinha do agressor, Ana Paula Louzada, concedeu entrevista à TV Centro América e pediu desculpas às filhas de Lucieni. Ela afirmou que o tio não aceitava o fim do casamento e que a família “nunca imaginou passar por algo assim”.
Em nota oficial, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), lamentou o crime e defendeu o combate contínuo à violência contra a mulher. “Que Deus receba essa mulher com sua infinita bênção. Esse ciclo de violência precisa ser repudiado e combatido diariamente”, declarou.
Números da violência de gênero
Com a morte de Lucieni, Mato Grosso chega a quatro feminicídios registrados em 2026. Os casos anteriores ocorreram em Chapada dos Guimarães, Nova Maringá e Lucas do Rio Verde. Em 2025, o estado contabilizou 54 vítimas, maior marca desde 2020, quando foram registrados 62 feminicídios.
O corpo de Lucieni deve passar por exames no Instituto Médico Legal (IML) antes da liberação para a família. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DEHPM) investiga o caso.
O velório será realizado em Cuiabá, em horário ainda não divulgado pelos parentes.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Reporter MT
