Ícone do site MatoGrossoAoVivo

Cirurgia de Mohs eleva precisão no tratamento de câncer de pele com análise em tempo real

Cirurgia de Mohs eleva precisão no tratamento de câncer de pele com análise em tempo real

A evolução tecnológica no combate ao câncer de pele

O Brasil enfrenta um cenário desafiador em relação ao câncer de pele, que se mantém como o tumor de maior incidência no país. Diante de estatísticas que apontam, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), uma projeção de 781 mil novos casos de câncer anualmente entre 2026 e 2028, a busca por métodos terapêuticos mais eficazes tornou-se uma prioridade médica. Durante o Junho Preto, mês dedicado à conscientização sobre o melanoma, especialistas destacam como a inovação dentro do centro cirúrgico tem transformado o prognóstico dos pacientes.

Precisão cirúrgica com auxílio de microscopia

A Cirurgia Micrográfica de Mohs consolidou-se como a técnica de maior precisão para o tratamento dos tipos mais frequentes de câncer de pele. Diferente dos métodos convencionais, onde o tecido é enviado ao laboratório para análise posterior, a técnica de Mohs permite que o cirurgião identifique a presença de células tumorais enquanto o procedimento ainda está em curso. Com essa abordagem, é possível atingir taxas de cura que chegam a 99% em casos primários.

O processo consiste na remoção do tumor em camadas finas, que são imediatamente mapeadas e examinadas ao microscópio. Caso o exame identifique focos residuais da doença, o cirurgião remove apenas a área específica necessária. Essa dinâmica garante que a intervenção seja guiada por dados precisos, eliminando a necessidade de aguardar dias por resultados laboratoriais definitivos e reduzindo drasticamente a chance de permanência de células malignas no organismo.

Preservação de tecidos e resultados estéticos

Um dos maiores diferenciais da técnica é a preservação de tecidos saudáveis, fator crucial em áreas sensíveis como nariz, pálpebras, lábios e orelhas. Estudos internacionais indicam que o procedimento pode poupar entre 46% e 86% mais tecido sadio em comparação às margens cirúrgicas convencionais. Essa economia de pele resulta em reconstruções menores e cicatrizes mais discretas, impactando diretamente a qualidade de vida e a recuperação funcional do paciente.

A integração entre cirurgiões e patologistas durante o ato operatório representa uma mudança de paradigma na medicina oncológica. Ao fundir as etapas de diagnóstico e tratamento, a técnica não apenas aumenta a segurança do procedimento, mas também otimiza o tempo de recuperação. Apesar dos avanços, os especialistas reforçam que a tecnologia não substitui os cuidados preventivos. O uso diário de protetor solar e a monitoração constante de manchas ou lesões com alterações de cor, formato ou bordas permanecem como as medidas mais eficazes para o diagnóstico precoce e o controle da doença.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

Sair da versão mobile