O Acordo de Livre Comércio firmado entre o MERCOSUL e a EFTA — composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — foi concluído em julho de 2025 e cria uma das maiores zonas de comércio livre já negociadas pelo bloco sul-americano. Juntos, os dois agrupamentos somam cerca de 300 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 4,39 trilhões.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o fluxo comercial entre Brasil e EFTA atingiu em 2024 a marca de US$ 7,14 bilhões, dos quais US$ 3,09 bilhões em exportações brasileiras e US$ 4,05 bilhões em importações provenientes dos quatro países europeus.
Tarifas eliminadas
Com a entrada em vigor do acordo, cerca de 99% das exportações brasileiras destinadas à EFTA passarão a usufruir de eliminação tarifária imediata ou escalonada, ampliando o acesso de produtos nacionais a mercados considerados de alta renda. Entre os setores beneficiados estão agronegócio, bens industriais, químicos e têxteis, que poderão vender aos consumidores europeus com maior competitividade.
Além da remoção de barreiras tarifárias, o texto estabelece disciplinas sobre serviços, propriedade intelectual, compras governamentais e facilitação de investimentos. A expectativa do governo brasileiro é que o tratado impulsione a internacionalização de pequenas e médias empresas, favoreça parcerias tecnológicas e fortaleça cadeias produtivas regionais.
Próximos passos
Após a assinatura formal, cada país signatário deverá iniciar seus procedimentos internos de ratificação — que incluem análise pelos parlamentos nacionais — para incorporar o acordo aos respectivos ordenamentos jurídicos. Somente depois dessa etapa o tratado começará a produzir efeitos práticos.
Os textos completos do Acordo MERCOSUL-EFTA podem ser consultados no portal do Siscomex (gov.br/siscomex). Já um resumo executivo elaborado pelo Ministério da Agricultura está disponível em formato PDF (acesse aqui).
Representantes do governo afirmam que a parceria deve gerar ganhos concretos para produtores, consumidores e trabalhadores dos dois blocos, ao estimular investimentos, ampliar fluxos de serviços e criar um ambiente regulatório mais previsível para as empresas.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
