O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) assinaram, nesta terça-feira, 16 de setembro de 2025, no Rio de Janeiro, um Acordo de Livre Comércio que amplia de forma expressiva a rede de preferências tarifárias do Brasil. O entendimento reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — integrantes da EFTA — e consolida mais uma etapa da estratégia brasileira de diversificar mercados e fortalecer o comércio baseado em regras claras.
Passo decisivo na agenda externa
Segundo o governo federal, a iniciativa evidencia o compromisso do país com o multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional. A assinatura ocorre em um cenário global considerado desafiador, no qual o Brasil busca garantir melhores condições de acesso para empresas nacionais e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de trabalho.
Expansão desde 2023
Desde 2023, o Mercosul firmou um Acordo de Livre Comércio com Singapura e concluiu as negociações do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia, previsto para ser assinado ainda este ano. Somados, esses três instrumentos representam um aumento de 152% no volume de comércio brasileiro coberto por preferências tarifárias, configurando a maior expansão já registrada na política comercial do país.
Próximas frentes de negociação
Além do tratado recém-firmado com a EFTA, o governo trabalha para finalizar, em breve, um acordo com os Emirados Árabes Unidos, retomar as negociações com o Canadá e aprofundar parcerias já vigentes com México e Índia. A lista faz parte de um calendário que, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reforça a “capacidade do Brasil de concluir acordos comerciais relevantes”.
Objetivos do acordo
Entre as metas estabelecidas para a parceria Mercosul–EFTA estão a redução gradual ou imediata de tarifas de importação, o estabelecimento de parâmetros para serviços e investimentos, além de capítulos dedicados a temas como propriedade intelectual, facilitação de comércio e sustentabilidade. O texto assinado prevê ainda mecanismos de cooperação e diálogo permanente para assegurar que os compromissos sejam implementados de maneira equilibrada entre as partes.
Para o Palácio do Planalto, o tratado reforça a posição do Brasil como um dos principais interlocutores sul-americanos nas discussões sobre integração produtiva e cadeias globais de valor. Com a entrada em vigor, o acordo deverá abrir caminho para maior competitividade dos produtos brasileiros em mercados de alto poder aquisitivo, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de investimento estrangeiro no país.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
