A Marinha do Brasil realizou nesta terça-feira (16/9) um grande exercício no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, dentro da Operação Atlas Armas Combinadas. A atividade mobilizou aproximadamente 2,5 mil militares, além de 180 veículos e aeronaves, testando a integração de diferentes meios de combate.
Entre os equipamentos apresentados, chamou atenção o primeiro drone kamikaze desenvolvido no país. A aeronave não tripulada possui alcance de até 5 quilômetros e autonomia de voo de cerca de 25 minutos, podendo transportar munições ou explosivos para engajar alvos específicos.
Durante o treinamento, fuzileiros navais conduziram ações simuladas com emprego de munição real, incluindo metralhadoras calibre .50, mísseis anticarro e sistemas antiaéreos. O objetivo foi avaliar a coordenação entre as diferentes armas e a eficiência do apoio de fogo em operações combinadas.
“É uma operação de substancial envergadura, que procura testar ações de coordenação e de apoio de fogo”, afirmou o comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, ao acompanhar as demonstrações em campo.
Três fases de execução
Lançada em 30 de julho pelo Ministério da Defesa, a Operação Atlas foi concebida para aprimorar a atuação conjunta das Forças Armadas na região amazônica. O planejamento prevê três etapas: planejamento integrado, deslocamento estratégico dos meios e, por fim, exercícios no terreno.
Concluídas as duas primeiras fases, as manobras de campo ‑ que incluem cenários táticos diversos ‑ devem ser realizadas a partir de 2 de outubro. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica participam de forma coordenada, reforçando a interoperabilidade entre as forças.
Além do novo drone, estiveram em ação blindados, embarcações de apoio, helicópteros e aeronaves de asa fixa, como o A-29 Super Tucano. Paraquedistas e tropas de infantaria também executaram saltos e progressões, simulando operações em ambiente de selva e terreno aberto.
A atividade em Formosa encerrou a fase de demonstrações ao público da Operação Atlas, mantendo o cronograma estabelecido pelo Ministério da Defesa para os ensaios de larga escala na Amazônia.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Metrópoles
