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Ranalli se diz chateado após críticas de Abilio à condução da CPI da CS Mobi

Cuiabá – O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que analisa o contrato do estacionamento rotativo em Cuiabá, vereador Rafael Ranalli (PL), afirmou ter ficado “muito chateado” com as declarações do prefeito Abilio Brunini (PL) sobre a atuação da CPI da CS Mobi.

Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (16), Ranalli disse que as críticas do chefe do Executivo — que alegou “estranheza” na postura dos três membros do colegiado — foram recebidas com surpresa, sobretudo porque ele integra a base aliada na Câmara. “Sou policial federal, não faço nada com duplo sentido ou interesse escuso. Fiquei muito desagradado e recebi ligações de mais de 15 vereadores se solidarizando”, declarou.

A CPI investiga a Parceria Público-Privada de 30 anos firmada pela Prefeitura com a empresa CS Mobi, responsável pela exploração do estacionamento rotativo na região central da capital mato-grossense. Além de Ranalli, compõem a comissão os vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) e Maysa Leão (Republicanos).

Na semana passada, Abilio Brunini afirmou ter a sensação de que o colegiado “não quer continuar investigando” o contrato e colocou-se à disposição para depor. O vereador Dilemário já confirmou que pretende encaminhar convite formal ao prefeito.

Mesmo assim, Ranalli avalia que o depoimento do prefeito não deve alterar o conteúdo do relatório final, previsto para ser concluído até 10 de outubro. “Ele vai contribuir com opinião. Posso chamar qualquer cuiabano para dar opinião”, disse. O presidente da CPI ressaltou que o foco permanece na análise documental e nos testemunhos já colhidos.

Entre as oitivas realizadas, a comissão ouviu o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), responsável por assinar a PPP em 2021. De acordo com Ranalli, Pinheiro deve ser apontado por improbidade administrativa no relatório de encerramento dos trabalhos.

Instalada em abril, a CPI examina valores repassados à CS Mobi, eventuais falhas no processo licitatório e possíveis impactos financeiros ao município. O contrato em vigência autoriza a empresa a administrar cerca de 5,6 mil vagas de estacionamento por um período de três décadas, mediante contrapartida de investimento em sinalização e tecnologia.

Apesar do atrito, Ranalli afirmou que “as divergências são pontuais” e garantiu que o cronograma de apuração será mantido. “Nosso compromisso é entregar um relatório técnico, baseado em provas. Não vamos nos desviar por opiniões externas”, concluiu.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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