Brasília – A gastro-hepatologista Natalia Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia, afirma que algumas frutas, quando consumidas in natura e com moderação, podem ajudar a evitar a Doença Hepática Gordurosa Associada à Disfunção Metabólica (MASLD), também conhecida como esteatose hepática não alcoólica.
De acordo com a médica, a dieta mediterrânea continua sendo o padrão alimentar mais indicado para prevenir e tratar a MASLD por favorecer a redução de gordura no fígado, melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir complicações. Dentro desse modelo, as frutas ocupam papel de destaque graças ao teor de fibras e antioxidantes.
Seis frutas recomendadas
- Maçã
- Pera
- Laranja
- Kiwi
- Uva
- Frutas vermelhas (morango, amora, framboesa e mirtilo)
“Todas apresentam boa quantidade de fibras solúveis, ajudam no controle da glicemia e contribuem para a manutenção do peso corporal”, explica Trevizoli. Segundo ela, esses fatores são determinantes na prevenção da MASLD, condição associada a obesidade, colesterol elevado e diabetes.
Fruta inteira x suco concentrado
A especialista alerta que o consumo deve priorizar a peça inteira. “A frutose concentrada em sucos, bebidas adoçadas ou produtos industrializados pode ter o efeito inverso, aumentando o risco de acúmulo de gordura no fígado”, observa. No processo de extração do suco, parte significativa das fibras é perdida, favorecendo picos de açúcar no sangue e sobrecarga hepática.
Estilo de vida é decisivo
Além de inserir frutas frescas na rotina, a médica reforça a necessidade de equilíbrio alimentar e prática regular de atividade física. “Valorize alimentos naturais, evite ultraprocessados e mantenha o corpo em movimento”, resume. Adotar essas medidas, diz Trevizoli, é o caminho mais eficaz tanto para prevenir quanto para tratar a doença, que pode evoluir de forma silenciosa e gerar inflamação, cirrose ou até câncer hepático em estágios avançados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a MASLD já se tornou uma das principais causas de transtornos hepáticos no planeta. Sintomas costumam surgir apenas quando a doença está avançada, o que reforça a importância de exames de rotina e de hábitos saudáveis desde cedo.
Para quem já convive com fatores de risco, a recomendação é buscar orientação profissional, ajustar a alimentação e ficar atento a sinais como fadiga persistente, desconforto abdominal ou alteração de enzimas hepáticas em exames laboratoriais. “O fígado tem grande capacidade de regeneração, mas precisa de condições adequadas para se recuperar”, finaliza a especialista.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNEWS
