O Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu nesta quarta-feira (15) a denominação do Novo Hospital Central, mas encerrou a reunião sem acordo sobre a personalidade que dará nome à unidade, que será administrada pelo Hospital Albert Einstein.
O impasse opõe autores de diferentes projetos. O deputado Thiago Silva (MDB) quer batizar o hospital como Pastor Sebastião Rodrigues de Souza, líder religioso que faleceu durante a pandemia de covid-19. Já Wilson Santos (PSD) defende homenagem ao ex-secretário de Saúde Luiz Soares e/ou ao médico Ivens Cuiabano Scaff. Entre os parlamentares também ganhou força o nome da enfermeira Amélia Curvo de Campos, ex-primeira-dama de Várzea Grande e matriarca da família Campos. O próprio Wilson Santos sugere ampliar as homenagens e incluir profissionais como o médico Benedito Figueiredo, o “Dr. Bené”.
Diante do impasse, o presidente da ALMT, Max Russi (PSB), propôs uma solução intermediária: manter a denominação Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso e dedicar cada uma das 11 alas internas a diferentes personalidades da saúde e da assistência social. “Seria uma forma de reconhecer várias contribuições ao desenvolvimento do Estado”, argumentou Russi. A proposta, contudo, não alcançou consenso.
Por força regimental, o presidente informou que colocará em votação na próxima quarta-feira o projeto original de Thiago Silva. Caso não seja aprovado, outros projetos ou um acordo poderão ser apreciados em seguida.
Estrutura do hospital
O Hospital Central começou a ser erguido em 1984, mas as obras foram interrompidas em 1987. Sob gestão do governador Mauro Mendes, a construção foi retomada e está prestes a ser inaugurada. A unidade terá capacidade para 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames mensais.
A estrutura inclui 10 salas cirúrgicas, 60 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 230 leitos de enfermaria, totalizando 290 leitos disponíveis para pacientes de todo o Estado. Entre as especialidades que serão ofertadas estão cardiologia, neurologia, cirurgia vascular, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, infectologia e cirurgia geral.
Com a administração privada do Albert Einstein, o governo espera ampliar a oferta de serviços de alta complexidade e reduzir a fila por procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.
Enquanto a inauguração se aproxima, a definição do nome permanece em aberto e será decidida pelos deputados em plenário. Até lá, seguem as negociações entre as bancadas na tentativa de conciliar as diferentes homenagens pretendidas.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
