O governo dos Estados Unidos informou, na noite de quarta-feira (15), ter confiscado mais de 45 toneladas de cocaína em ações navais no Oceano Pacífico. A operação, que se estende também ao Mar do Caribe, é considerada pelas autoridades norte-americanas um dos maiores sucessos já registrados contra o tráfico marítimo de drogas.
Segundo a Casa Branca, as apreensões resultam de mais de 20 intervenções realizadas desde agosto. Nesse período, quase 60 integrantes de redes de narcotráfico foram detidos. Parte da droga foi descarregada no estado da Flórida, onde foi apresentada à imprensa como evidência da ofensiva.
Impacto estimado
Os organismos de segurança calculam que o volume recolhido seria suficiente para produzir cerca de 23 milhões de doses letais. Durante as ações, pelo menos três embarcações carregadas com entorpecentes foram afundadas ou incendiadas, medida que, segundo os militares, impede a reutilização dos barcos pelos criminosos. A mesma fonte confirmou a morte de mais de dez suspeitos durante confrontos no mar.
Tensão crescente no Caribe
Paralelamente às operações no Pacífico, Washington intensificou a presença militar nas águas caribenhas próximas à Venezuela. Navios de guerra norte-americanos reforçam a patrulha na região em busca de embarcações suspeitas de transportar drogas ou de manter ligações com a facção Tren de Aragua, considerada uma das mais atuantes na América do Sul.
Em resposta, o governo de Nicolás Maduro realizou exercícios militares com o Exército venezuelano. Caracas classificou a manobra dos EUA como um gesto de pressão política, enquanto o governo do presidente Donald Trump sustenta que a iniciativa visa apenas cortar rotas do tráfico que cruzam o Caribe rumo à América do Norte.
Coordenação multinacional
As autoridades dos EUA afirmam que a operação conta com apoio de agências antidrogas de países da América Central e do Sul, além de cooperação com forças locais em portos e aeroportos estratégicos. Detalhes sobre os locais exatos das interceptações não foram divulgados, mas fontes militares indicam que ações semelhantes continuarão nas próximas semanas.
Para o comando da Guarda Costeira norte-americana, o resultado das últimas investidas demonstra a importância da vigilância em alto-mar como ferramenta de contenção do narcotráfico. A expectativa é que cargas apreendidas sejam destruídas após perícia, enquanto os suspeitos capturados enfrentam processos na Justiça dos Estados Unidos.
As operações permanecem ativas, e novas apreensões podem ser confirmadas a qualquer momento.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de News Google
