O deputado federal Alberto Fraga (PL-DF) protagonizou um embate verbal com a direção de seu partido na noite de segunda-feira, 15 de dezembro, ao reagir a acusações de que estaria “traindo” a legenda. Em pronunciamento marcado por expressões de baixo calão, o parlamentar disparou contra integrantes do comando partidário e afirmou estar disposto a enfrentar eventuais sanções.
“Traidor é a PQP. Traidor é o cacete”, declarou Fraga, visivelmente irritado, em recado dirigido à cúpula do Partido Liberal. O deputado continuou em tom desafiador: “Se for preciso, nós vamos pro pau, nós vamos pra briga”.
Confronto com a direção
A manifestação de Fraga ocorre em meio a rumores de descontentamento interno no PL. Ao classificá-lo como “traidor”, correligionários sugerem que o parlamentar estaria contrariando orientações da legenda em votações recentes. O deputado, contudo, não especificou quais deliberações teriam motivado a dissidência nem mencionou nomes de quem o acusa.
Com a repercussão das declarações, cresce a expectativa sobre possíveis medidas disciplinares. No Distrito Federal, a presidente regional do PL é a deputada Bia Kicis. Já no âmbito nacional, a legenda é comandada por Waldemar da Costa Neto. Ambos podem convocar o conselho de ética do partido ou adotar sanções previstas no estatuto, que variam de advertência a expulsão.
Repercussão política
Parlamentares ouvidos reservadamente relatam preocupação com o impacto da fala de Fraga na imagem do partido, que enfrenta disputas internas desde o fim do último ciclo eleitoral. Líderes do PL na Câmara evitam comentar publicamente, mas reconhecem que o episódio amplia tensões às vésperas de votações consideradas estratégicas para a legenda.
Alberto Fraga, coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, voltou à Câmara dos Deputados em 2023 após mandatos anteriores entre 1999 e 2019. Conhecido por posições firmes na pauta de segurança pública, ele integra a ala considerada próxima ao ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança do PL.
Próximos passos
A direção nacional ainda não divulgou nota oficial sobre o episódio. Nos bastidores, dirigentes avaliam que a resposta dependerá do teor das provas de “infidelidade” partidária atribuídas ao deputado e da repercussão pública de seus insultos. Caso seja instaurado processo interno, Fraga poderá apresentar defesa antes de qualquer decisão.
Até o momento, o parlamentar não sinalizou recuo. Em novas mensagens a correligionários, reiterou que manterá o tom crítico se julgar que o partido “desvia de compromissos assumidos com o eleitorado”.
O impasse deve permanecer no centro das discussões da bancada do PL nos próximos dias, enquanto dirigentes calculam os custos políticos de punir ou relevar o comportamento do deputado.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de matogrossoaovivo
