A federação formada por PT, PV e PCdoB em Mato Grosso reúne 11 pré-candidatos a deputado federal para a eleição de 2026, mas enfrenta dificuldade para atingir o quociente eleitoral de aproximadamente 230 mil votos necessário a cada cadeira na Câmara dos Deputados.
Entre os nomes apresentados, apenas a ex-deputada Rosa Neide desponta com potencial competitivo. Em 2022, ela recebeu 124.461 votos – maior votação individual no Estado –, mas não se elegeu pela falta de legenda. Atualmente diretora-executiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ex-secretária estadual de Educação, ela tenta ampliar sua base para superar o próprio desempenho.
Mesmo que Rosa Neide repita ou supere os votos obtidos na disputa anterior, analistas internos da federação admitem que o grupo segue distante do patamar coletivo exigido para conquistar a primeira vaga. Pelas contas dos partidos, seria preciso dobrar a votação alcançada por ela em 2022 ou, no mínimo, somar desempenhos expressivos de outros postulantes para alcançar o quociente.
Lista de pré-candidatos
Além de Rosa Neide, integram a chapa:
- Robinson Cireia, ex-vereador por Cuiabá;
- Professora Graciele, ex-vereadora de Sinop;
- James Cabral, engenheiro e liderança em Cáceres;
- Léo Rondon, candidato derrotado a vereador em Cuiabá em 2024;
- Julier Sebastião da Silva, ex-magistrado que soma quatro tentativas fracassadas nas urnas;
- Wendell Giroto, vereador em Rondonópolis;
- Altir Peruzzo, ex-prefeito de Juína;
- Os sindicalistas Zé Pequeno e Noel.
Internamente, dirigentes reconhecem que nenhum desses nomes, isoladamente, alcançou projeção estadual capaz de atrair grande volume de votos. O desafio, portanto, é construir campanha conjunta que agregue eleitores de diferentes regiões e garanta a soma necessária ao bloco.
Estratégias em debate
A federação discute intensificar a presença nos polos regionais, aproveitar o tempo de TV e articular alianças com movimentos sociais para impulsionar a chapa proporcional. Também há expectativa de que a militância petista, historicamente mais estruturada, ajude a elevar o desempenho dos candidatos menores.
No entanto, líderes admitem que a pulverização de votos entre legendas ideologicamente próximas, somada ao crescimento de partidos de centro e direita no Estado, torna a disputa mais acirrada. Caso não alcancem o quociente, os nomes da federação dependerão de sobras eleitorais, cenário considerado improvável diante da configuração atual.
As convenções partidárias que oficializarão candidaturas devem ocorrer entre julho e agosto de 2026. Até lá, a tríplice aliança busca estratégias para evitar um novo insucesso coletivo e garantir, ao menos, uma cadeira na Câmara Federal.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
