Declaração de Lula sobre posicionamento político no G7
Durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um momento de repercussão internacional ao afirmar que nunca se identificou como “esquerdista”. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (17) durante uma conversa informal com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
Embora o diálogo fosse reservado, o áudio foi captado durante a transmissão oficial da chegada dos líderes ao evento. O contexto da conversa envolvia uma análise sobre a alternância de poder em nações ocidentais. Lula argumentou que, historicamente, governos de direita permaneceram no comando por períodos mais longos do que gestões de esquerda, defendendo que o cenário político global tende ao que chamou de “caminho do meio”.
Expectativas internacionais e trajetória política
Ao ser questionada sobre o início da trajetória de Lula na Presidência, em 2003, Kristalina Georgieva relembrou que existia uma expectativa internacional de que o petista adotasse uma postura mais alinhada à esquerda. Em resposta, o presidente reiterou que essa percepção não condizia com sua atuação política real.
O mandatário brasileiro aproveitou o momento para rememorar sua experiência como dirigente sindical, destacando que mantinha relações diplomáticas com sindicatos da Espanha, Itália e Alemanha. Ele também mencionou um episódio da década de 1980, quando teria sido convidado para um congresso na Rússia, mas não pôde comparecer por ter sido condenado pela Lei de Segurança Nacional na época.
Defesa do sistema eleitoral brasileiro
Além das questões ideológicas, o presidente aproveitou a oportunidade para defender a eficiência do sistema eletrônico de votação utilizado no Brasil. Lula ressaltou a celeridade do processo, observando que os resultados das eleições brasileiras costumam ser apurados poucas horas após o encerramento da votação.
O chefe do Executivo brasileiro sugeriu, inclusive, que a Organização das Nações Unidas (ONU) deveria recomendar o modelo adotado pelo Brasil como referência para outros países. A fala ocorreu durante a participação de Lula como convidado especial no encontro do G7, grupo que reúne as maiores economias industrializadas do mundo.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
