Deputado estadual contesta decisão do STF
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) manifestou forte descontentamento com a recente condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em declarações à imprensa nesta quinta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o parlamentar afirmou que o resultado do julgamento pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já era esperado, atribuindo o desfecho à relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Para Cattani, o processo configura uma manobra de perseguição política contra o ex-deputado.
Contexto da condenação por coação
Eduardo Bolsonaro foi condenado, por unanimidade, a uma pena de 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. A acusação aponta que o ex-parlamentar teria articulado sanções internacionais e exercido pressão sobre integrantes da Suprema Corte com o objetivo de favorecer seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o entendimento da Corte, a atuação de Eduardo ultrapassou os limites da atividade política e da liberdade de expressão, configurando ameaças com efeitos concretos, como a suspensão de vistos de ministros e sanções financeiras.
Defesa e status do ex-deputado
Durante a entrevista, Cattani refutou a classificação de Eduardo Bolsonaro como foragido. O deputado estadual argumentou que a saída do ex-parlamentar do Brasil foi uma medida preventiva, motivada pelo conhecimento prévio de que ele seria alvo de ações judiciais. “Ele já saiu porque sabia que isso ia acontecer. Não é um foragido, é um herói brasileiro que está exilado por perseguição política”, declarou Cattani. A defesa de Eduardo no processo foi conduzida pela Defensoria Pública da União (DPU), que alegou o impedimento do ministro Alexandre de Moraes para atuar no caso e sustentou que as ações do réu se restringiram ao exercício da atividade política.
Desdobramentos e visão política
O julgamento contou com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O relator, Alexandre de Moraes, enfatizou que as articulações de Eduardo no exterior visavam interferir em processos ligados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Apesar da condenação, Cattani demonstrou otimismo quanto a uma possível reversão do cenário jurídico e político nacional, afirmando que “assim que a gente ganhar a eleição, as coisas mudam”. O caso segue repercutindo no meio político, enquanto a defesa ainda pode recorrer da decisão da Primeira Turma do STF.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
