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CPMI convoca familiares e sócios do “Careca do INSS” para prestar depoimento

Brasília – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a convocação de seis pessoas ligadas a Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”, para depor como testemunhas.

Quem foi chamado

Devem comparecer ao colegiado:

Tania e Romeu Carvalho são sócios de Camilo em empresas suspeitas de atuar no esquema de descontos ilegais sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

Recusa de Camilo e reação no Congresso

A convocação foi aprovada depois que António Carlos Camilo se negou a comparecer à CPMI na segunda-feira. Antes da data marcada, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a presença do investigado seria facultativa.

A manifestação do STF irritou integrantes da comissão. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), classificou a decisão como “desrespeito ao Parlamento”. Segundo ele, “a Constituição já garante às pessoas o direito de permanecer em silêncio. Quando o Supremo não tiver decisão clara sobre determinado assunto, não cabe ao Supremo legislar”.

Críticas de Rogério Correia

O deputado Rogério Correia (PT-MG) também criticou a posição de Mendonça. Ele lembrou que o ministro autorizou a prisão preventiva de Camilo e de Maurício Camisotti, mas negou pedido semelhante para o advogado Nelson Wilians.

De acordo com a Polícia Federal, valores desviados do INSS passavam de Camilo para Camisotti e, em seguida, chegavam ao advogado, responsável por suposta lavagem de dinheiro. “Os motivos para solicitar a prisão preventiva me parecem claros”, afirmou Correia.

Diante do impasse, o parlamentar anunciou que vai apresentar requerimento pedindo ao STF a revisão da decisão que manteve Wilians em liberdade. A proposta deve ser analisada na reunião da comissão marcada para quinta-feira (29).

Próximos passos

Com as novas convocações, a CPMI pretende avançar na coleta de informações sobre a participação de familiares e sócios de Camilo no esquema. As datas dos depoimentos serão definidas pela presidência do colegiado.

O “Careca do INSS” é apontado como operador de uma rede de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas, com prejuízo estimado em milhões de reais aos beneficiários.

Não há, até o momento, previsão de nova tentativa de ouvir o próprio Camilo, mas integrantes da CPMI não descartam recorrer novamente ao STF para garantir sua presença caso considerem necessário.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Câmara dos Deputados

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